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Energia solar em Curitiba: saiba por que o investimento vale a pena.

Na capital paranaense temos irradiação solar superior à de alguns dos maiores produtores mundiais de energia solar em Curitiba.

É uma dúvida comum: vale a pena investir na geração de energia solar em Curitiba? Vários dados mostram que sim.

Apesar de a capital paranaense ter a fama de “Londres brasileira”, devido à ocorrência de dias nublados, temos irradiação solar superior à de alguns dos maiores produtores mundiais de energia solar. Ou seja: capacidade para gerar energia fotovoltaica em nossas casas ou empresas o ano todo. Por quê? Veremos a seguir, começando pela pesquisa mais recente: o Atlas Solar do Paraná.

Lançado em dezembro passado pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Itaipu e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Atlas de Energia Solar do Paraná é um mapa online da capacidade de geração solar no estado. “O Atlas atesta o excelente potencial do Paraná de produzir energia solar fotovoltaica, energia limpa e silenciosa gerada por meio da conversão direta da luz do sol em eletricidade, através do efeito fotovoltaico” – afirma a assessoria de imprensa da UTFPR.

Os estudos que geraram o atlas mostram que 80% do Paraná têm um valor de irradiação solar considerado extremamente alto.

Embora seja menor que o de alguns estados brasileiros – como os do Nordeste –  o potencial solar do Paraná é:

  • 43% superior ao da Alemanha, um dos cinco países que mais investem nessa fonte renovável, no mundo.
  • 18% superior ao da França
  • 55% maior que o do Reino Unido.

E a energia solar em Curitiba?

Embora esteja na região leste, que possui mais nebulosidade, a capital paranaense tem ótima capacidade de geração, sim! De acordo com o atlas solar, ela tem potencial produtor de:

  • 3,5 kWh (quilowatt-hora) /kwp-dia (quilowatt-pico) em janeiro
  • 2,8 kWh/kwp-dia em julho
  • e 3,2 kWh/kwp-dia em outubro, por exemplo.

Esta é uma produtividade considerada boa. Verificamos isso quando comparamos os dados de Curitiba aos de Londrina, na região norte, que possui a maior capacidade geradora do estado:

  • 3,9 kWh/kwp-dia em janeiro
  • 3,4 kWh/kwp-dia em julho
  • 3,9 kwh/kwp-dia em outubro.

Vemos que a capital paranaense mantém boa capacidade produtiva apesar de termos mais nuvens por aqui. Isso ocorre porque não é apenas a incidência direta de sol que conta na geração de energia solar em Curitiba. “A metodologia também considerou variáveis que influenciam no aproveitamento da energia solar. Essa variáveis são: altitude, visibilidade, temperatura do ar, umidade relativa, entre outras”, explica Alisson Rodrigues Alves (Parque Tecnológico Itaipu), um dos autores do estudo que originou o atlas solar. Vamos à explicação…

Faltou sol? O frio compensa.

No inverno, as baixas temperaturas ampliam a potência dos módulos fotovoltaicos. Elas compensam a menor incidência de radiação solar. Esse é um dos fatores que permitem a produção regular de energia solar em Curitiba. Mesmo com dias nublados, podemos produzir energia fotovoltaica o ano inteiro.

Foi o que constatou um outro estudo, publicado em 2014 pelo pesquisador André Gomes, do Centro de Energias do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Ele relacionou a produção de energia com as condições climáticas da capital. Assim, verificou que a produção no inverno é similar à do verão. “Isso mostra que Curitiba tem potencial de energia solar ao longo do ano” – diz Gomes.

Energia solar em Curitiba x Brasil e Alemanha

De acordo com um dos coordenadores do Atlas Solar do Paraná, Gerson Máximo Tiepolo (UTFPR), mesmo conhecida por ter a menor temperatura média entre as capitais brasileiras, Curitiba possui irradiação e produtividade total anual média apenas 8,6% inferior à média de todo o território brasileiro.

A média de insolação na capital paranaense, de acordo com a Nasa e o Inpe, é de 1.800 kWh/m². Na Alemanha, país que investe pesado em geração solar, essa irradiação é bem menor: 1.250 kWh/m². “Precisamos entender que em dias nublados os painéis fotovoltaicos também produzem energia, só que em menor quantidade. E levar em conta que quanto maior o preço da tarifa de energia elétrica convencional, mais compensa instalar painéis solares em nossas casas e empresas. Temos menos insolação do que a Bahia, por exemplo. Mas como a nossa tarifa de eletricidade é mais cara, a instalação de um sistema para gerar energia solar em Curitiba acaba compensando mais do que em Salvador, onde há mais dias ensolarados” – explica Mauro Nascimento Costa, sócio da OMS Engenharia.

Veja você mesmo o potencial de energia solar em Curitiba

Você pode consultar o Atlas Solar do Paraná on-line e verificar o potencial gerador de Curitiba ou de qualquer outro município paranaense. E encontrar as médias diárias sazonais, mensais, anuais ou por estação do ano.

Até mesmo os componentes da irradiação solar são disponibilizados: global horizontal, inclinada na latitude, direta normal e difusa. “Com isso, os consumidores de pequeno a grande porte poderão dimensionar suas necessidades de investimento em energia solar a partir dos dados de suas faturas de energia elétrica e dos valores de irradiação apresentados” – dizem os criadores do atlas.

É com a leitura desses dados que percebemos como é importante ter ajuda profissional especializada para dimensionar e projetar um sistema de geração fotovoltaica. “Quando fazemos o projeto para instalar um sistema de energia solar em Curitiba, verificamos todos esses componentes para calcular se a radiação é suficiente para compensar o investimento. E se o telhado ou espaço disponível comporta o número correto de placas solares para gerar a energia necessária ao consumo daquela família, empresa ou indústria. Verificamos ainda outros componentes técnicos como a orientação dos painéis e a inclinação perfeita para aproveitar ao máximo o potencial de irradiação solar na capital” – explica Osmar Nascimento Costa, engenheiro eletricista da OMS Engenharia.

Inclinação? Orientação? Tipo de painel? Esses são assuntos para nossos próximos posts, até lá!