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Como aproveitar melhor os painéis solares em Curitiba?

painéis solares em Curitiba

Vamos continuar a série de posts sobre a tecnologia fotovoltaica? Vamos falar hoje sobre o que é preciso para ter um ótimo aproveitamento dos painéis solares em Curitiba.

Inclinação, posicionamento, orientação geográfica e sombras que incidem sobre o telhado são quesitos que precisam ser observados na instalação de um projeto de geração de energia solar fotovoltaica.

Tudo começa com a visita ao cliente com o levantamento das características do local onde se pretende instalar os painéis solares em Curitiba. Disso resultam o dimensionamento do sistema e o orçamento do investimento.

Quais pontos são verificados na vistoria?

  1. O edifício é apropriado à colocação de painéis solares? Há locais alternativos, caso o telhado não seja propício?
  2. Qual será o espaço disponível para a instalação do inversor (aparelho que transforma a corrente contínua gerada pelas células solares (CC) em corrente alternada (CA – a energia que usamos nas tomadas)?
  3. De acordo com a planta e formato da edificação, como será o traçado da rede de cabos do sistema?
  4. Onde ficará o “string box” – caixa de conexões, onde chegam os cabos vindos das placas fotovoltaicas.

Tudo isso precisa ser muito bem estudado na visita ao local. Também deve ser conversado com o cliente antes da execução do projeto para a instalação de painéis solares em Curitiba.

Toda instalação precede de um projeto, o qual devera ser enviado para análise e aprovação junto a Copel, com ART assinado por um engenheiro eletricista.

Somente engenheiros e técnicos capacitados estão aptos a fazer essa análise inicial identificando se o telhado possui condições estruturais para comportar um sistema fotovoltaico (solar) na cobertura da edificação.

 O telhado: ponto essencial da geração solar

Às vezes, até mesmo guindastes e andaimes são necessários, dependendo do tipo de edificação.  Por isso o telhado é tão importante. O projeto para instalação de painéis solares em Curitiba deve considerar, por exemplo:

  • qual é o tipo de telhas e o formato da cobertura?
  • como está a situação estrutural do telhado?
  • as telhas suportarão o peso dos painéis, trabalhadores e equipamentos durante e depois da instalação?
  • há aberturas para a instalação de cabos e calhas (como telhas de ventilação e chaminé)?
  • há acessos para a utilização de equipamentos (como gruas ou guindastes) na instalação do sistema gerador?

Além dos fatores estruturais básicos, há outros que são fundamentais para determinar se um sistema fotovoltaico terá condições de produzir a quantidade de energia almejada. E consequentemente, se o investimento valerá a pena.

O posicionamento do telhado em relação ao sol e a inclinação da cobertura influenciam diretamente no potencial de geração de um sistema fotovoltaico. Vejamos…

Limpeza, inclinação e irradiação – fatores cruciais na eficiência dos painéis solares em Curitiba

Num sistema de geração fotovoltaica, os painéis solares precisam ser instalados com uma inclinação mínima para evitar que sujeiras deixadas por fatores diversos provoquem sombras.

Sujeira nos painéis é como nuvens que reduzem a produção de energia. Por isso os módulos devem ter uma inclinação adequada, para cada localidade. Em Portugal, por exemplo, “ângulos superiores a 20º levam a um aumento da produção superior a 10 %, em comparação com uma instalação horizontal” – explica o programa ALTENER, que promove a utilização das Fontes de Energia Renováveis na Europa. “Para além disso, os sistemas horizontais têm de ser limpos com maior frequência, pelo facto de ocasionarem maiores perdas como resultado da acumulação de sujidades” – complementa o estudo.

A inclinação do telhado também influencia no aproveitamento da radiação solar. Parte da luminosidade chega à superfície terrestre inclinada. E o ângulo dessa radiação precisa ser favorecido pela inclinação do telhado, para a maximização do potencial gerador.

Quanto sol a edificação recebe?

Como está posicionada em relação ao sol? A orientação geográfica do prédio também tem tudo a ver com a capacidade geradora de um sistema de painéis solares em Curitiba.

“Um estudo deve ser feito caso a caso para que possamos garantir se o sistema terá a eficácia necessária. Se não houver inclinação correta ou o estudo dos variados tipos de irradiação solar – global, difusa ou direta – a microgeração pode não gerar o resultado esperado. Por isso não é recomendável simplesmente comprar um kit pronto e sair instalando painéis por aí sem planejamento. O barato pode sair caro” – alerta o sócio da OMS Engenharia, Osmar Nascimento Costa. Resumindo: você pode ter fracos resultados que não pagarão o investimento.

Se ficou confuso, explicamos:

  • Radiação difusa: é aquela que chega à superfície da Terra em todas as direções porque foi dispersa por partículas da atmosfera. Equivale à claridade do céu quando o sol está encoberto por nuvens. E ainda assim, ela gera energia fotovoltaica nos painéis solares.
  • Radiação direta: é a parte da radiação solar total que não sofre nenhum desvio causado pela atmosfera. Vem diretamente do Sol. Não gera energia quando o céu está encoberto por nuvens.
  • Radiação global: é a soma das radiações direta + difusa, ou seja, a radiação que atinge o solo.
  • Radiação refletida: é a luz solar projetada por refletores como os edifícios, objetos ou o próprio solo.

Certas inclinações dos painéis solares em Curitiba favorecem o aproveitamento desses tipos de radiação. O posicionamento do telhado em relação ao Sol, por exemplo, pode significar mais ou menos radiação direta ao longo do dia, meses ou estações.

Em Curitiba, de acordo com o Atlas Solar do Paraná, o mês de fevereiro possui um padrão de:

  • irradiação global horizontal média de 5,6 kWhm²/dia
  • irradiação direta de 4,66 kWhm²/dia
  • e irradiação difusa de 2,36 kWhm²/dia.

Só o planejamento correto pode projetar o sistema fotovoltaico para aproveitar melhor cada tipo de irradiação com o máximo de energia.

Sombreamento: o outro X da questão

      Sombras projetadas sobre os painéis solares podem reduzir a produção de energia. O programa “1000 telhados”, na Alemanha, verificou que praticamente metade dos sistemas fotovoltaicos possuem perdas de 5 a 10% na geração, ocasionadas por sombras. Elas dependem da localização do edifício. Também, de condições climáticas como a neve, por exemplo, além de folhas de árvores ou dejetos de pássaros e fuligem de áreas industriais.

Os sistemas fotovoltaicos possuem, em seus geradores, sistemas de limpeza que aproveitam a água da chuva para remover sujidades.

Quanto maior for o ângulo de inclinação dos painéis solares em Curitiba, melhor será o potencial de limpeza e redução do sombreamento, mas acima do grau certo (cada localidade tem esse grau correto), teremos perda de rendimento, ou seja, tem que conjugar esses dois itens.

Como é uma cidade com bom índice de chuvas, a capital paranaense possui vantagens no aproveitamento solar. As chuvas limpam os painéis removendo as partículas que causam sombreamento. Esse bom aproveitamento de energia compensa a falta de sol direto nos dias nublados.

Outro fator de sombreamento que demanda estudo é a posição do imóvel. Ele pode ser afetado por sombras projetadas por prédios, postes ou cabos, chaminés, antenas ou pelo próprio telhado.

Nesses casos, os sombreamentos podem ser evitados com o deslocamento do gerador fotovoltaico ou do objeto que tapa o sol. Desde que seja bem planejado, o projeto pode resolver esses contratempos, seja removendo objetos ou determinando uma maneira especifica de dispor as células e painéis solares para fugir da sombra.

Mais uma vez, é preciso conhecimento, planejamento e ajuda especializada.