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Por que obras com Plataformas de Trabalho Aéreo exigem empresas de engenharia elétrica habilitadas?

Plataforma elevatória: imagem de operação da PTA em treinamento da OMS

A plataforma de trabalho aéreo (também conhecida como plataforma elevatória ou PTA) é uma máquina utilizada nas engenharias elétrica e civil para erguer pessoas, ferramentas e materiais até pontos elevados na realização de trabalhos aéreos.

É com plataformas elevatórias que profissionais de engenharia elétrica realizam:

  • obras em redes aéreas de distribuição
  • manutenções elétricas em postes
  • troca de lâmpadas
  • passagem de cabos aéreos

Essas plataformas são ferramentas essenciais para a manutenção de infraestruturas elétricas e civis em todo o mundo.

Porém, podem gerar sérios acidentes e até mortes se forem operadas por pessoas sem treinamento especializado.

Somente profissionais que passam por capacitação técnica para atender normas como NR-10, NR-11, NR-12, NR-18 e NR-35, bem como treinamentos específicos para PTA, são habilitados para operar plataformas elevatórias.

Por isso, em projetos que envolvam operações em altura, é fundamental contratar empresas de engenharia elétrica que disponibilizem aos seus funcionários o treinamento para utilização das plataformas de trabalho aéreo (PTAs).

 

Como é o treinamento para operar plataforma de trabalho aéreo?

Plataformas Elevatórias: símbolo de perigo

O treinamento para operar uma plataforma elevatória é obrigatório e deve englobar noções de segurança pessoal em relação ao ambiente e ao equipamento.

As plataformas elevatórias contêm ícones que indicam a necessidade de cuidados com choque elétrico, incêndio ou tombamento do equipamento, por exemplo.

Por isso a simbologia utilizada nesse tipo de máquina para representar perigo é revisada nos treinamentos. Afinal, os operadores de plataformas de trabalho aéreo precisam conhecer as gravuras que indicam perigo pessoal, de operação da máquina e do ambiente ao redor.

Além disso, pessoas treinadas para operar plataformas elevatórias devem possuir conhecimentos de primeiros socorros, combate a incêndio, utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual) e boas práticas de operação.

O treinamento deve oferecer testes, preferencialmente em campo, pilotando as máquinas em situação real.

A prática é complementada pelo estudo das normas brasileiras sobre a operação de PTAs e obras em altura.

Por isso o curso para operadores de plataformas de trabalho aéreo aborda várias normas brasileiras que regulamentam esse tipo de atividade.

Plataforma de Trabalho Aéreo: treinamento de PTA da OMS

 

Normas que regem a utilização de plataformas elevatórias

Além da norma NR-10 – que regulamenta operações de engenharia elétrica em baixa, média e alta tensão –, são estudadas outras que regem o trabalho aéreo.

“Os trabalhadores têm a função que está dentro da NR-10, que rege a parte elétrica. Só que eles precisam atuar no equipamento que é regido pelas normas NR-11, NR-12 e NR-18 e NR-35” – explica o engenheiro de Segurança do Trabalho Edevaldo Raimundo.

“Além de você ser habilitado para operar uma plataforma elevatória, você precisa ter um curso sobre a NR-35, que determina como trabalhar em altura” – explica.

Nesse contexto, o treinamento de plataformas de trabalho aéreo abrange legislação, responsabilidade civil e criminal de cada trabalhador, além de AR ou APR – análise de risco ou análise preliminar de risco, respectivamente – exigidas pela norma.

 

 Treinamento de PTA na OMS Engenharia

Em 2020 a OMS Engenharia disponibilizou a todos os seus operadores o treinamento que confere a habilitação para dirigir plataformas elevatórias.

Cerca de 15 funcionários – muitos dos quais já possuíam experiência com trabalhos em altura – passaram por revisão teórica e prática dos conhecimentos a respeito da segurança na operação de plataformas elevatórias.

Plataforma de trabalho aéreo: imagem de prova no treinamento de PTA da OMS

E após passarem por provas, receberam a homologação que autoriza o uso desses equipamentos.

“Além de ser exigência da norma NR-10, a capacitação frequente protege clientes e trabalhadores de acidentes e desastres com plataformas de trabalho aéreo” – explica Henrique Costa, engenheiro-eletricista da OMS.

Portanto, o aperfeiçoamento técnico salva vidas e evita prejuízos financeiros, resguardando a imagem das empresas que contratam obras de engenharia elétrica em alta e média tensão.

Por isso é tão importante contratar empresas de engenharia elétrica com habilitação para realizar obras e manutenções em áreas elevadas.

 Plataforma de Trabalho Aéreo: imagem de PTA em operação

 

Acidentes comuns na operação de plataformas de trabalho aéreo (PTAs)

 

A operação de plataformas de trabalho aéreo exige cuidados específicos para evitar riscos de acidentes. A maioria deles é causada pela falta de observação dos requisitos de segurança em relação à operação da máquina.

É por este motivo que as normas exigem a realização de análise de risco prévio, englobando o bom funcionamento da máquina e as condições do ambiente em que será realizado o trabalho em altura.

Uma empresa de engenharia elétrica que presta serviços em redes aéreas, postes ou locais elevados, deve contar com técnicos capacitados para operar plataformas elevatórias em total segurança.  Só assim podem ser evitados acidentes como os que veremos a seguir.

 

Choques

Um dos perigos que demandam treinamento para serem evitados é o de choques elétricos. Isso porque a plataforma elevatória não é isolada contra contatos com corrente elétrica.

“Como é em altura, a plataforma normalmente trabalha próximo de rede elétrica. Por isso é preciso saber como operar para não correr o risco de chegar a alguma parte elétrica energizada” – explica Edevaldo Raimundo, que ministrou o treinamento de PTA aos funcionários da OMS Engenharia.

Treinamento de PTA: símbolo de perigo choque

 

Tombamento

Os ocupantes, equipamentos e materiais devem respeitar a capacidade máxima de peso da plataforma para evitar tombamentos.

A movimentação deve respeitar a capacidade de inclinação da máquina. Do contrário, há perigo de declive.

Até mesmo ventos fortes podem reduzir a estabilidade da plataforma de trabalho aéreo, favorecendo tombamentos.

“Possivelmente o trabalho será em locais onde o solo não é compactado e onde corre o risco de a máquina virar de um lado para o outro. Se não se souber operar a máquina, ocorre um grande risco de acontecer um acidente – explica o especialista.”

Treinamento de PTA: símbolo de tombamento de PTA

 

Riscos pessoais, como queimaduras e queda

Se a plataforma elevatória não possuir sistema de trilhos de proteção, os ocupantes da PTA devem ser amarrados com

PFPE (equipamento pessoal de proteção contra queda).

Além disso, os operadores devem ser treinados para utilizar EPIs (equipamentos de proteção individual) contendo ao menos capacete, cinto de segurança, luva e óculos.

“A própria máquina é um equipamento pressurizado. O que faz a máquina subir? São mangueiras hidráulicas. E o que acontece com essas mangueiras? Elas secam e acabam, com o tempo, podendo ter uma fissura. A fissura equivalente à espessura de uma agulha é suficiente para você ser atingido a três metros com óleo quente. Esse óleo quente vai no olho e a pessoa pode ficar cega devido a isso” – salienta o instrutor.

Treinamento de PTA: símbolo de perigo de queda

 

Risco de colisão da plataforma de trabalho em altura

Durante a operação em altura, a visibilidade pode ser limitada e, nesses casos, pontos cegos surgem ao dirigir ou operar a máquina.

“Se você está aqui em terra você tem uma visão. Quando você sobe e olha de cima, há muitas coisas que estão no entorno que acabam se confundindo à paisagem” – explica.

Um exemplo disso é o pé do operador, que pode tapar obstáculos no caminho.

“Se você está acima de uma lâmpada de um poste, por exemplo, você olha muitas vezes teu pé, que tampa a visão dela e você não consegue enxergar. De repente você está baixando em cima da rede elétrica ou de alguma coisa energizada” – alerta.

 

Como evitar acidentes com plataformas de trabalho aéreo?

O treinamento correto é a melhor forma de mitigar riscos na operação de plataformas elevatórias. E um grande aliado nas atividades em altura é a análise de risco (AR).

Antes de colocar a plataforma em funcionamento, os componentes da máquina devem ser testados. Além disso, deve ser feita uma inspeção prévia do local de trabalho analisando se ele não oferece situações de perigo que devem ser evitadas, como:

  • declives acentuados ou buracos
  • superfícies instáveis ou escorregadias
  • condições de clima e vento
  • lombadas, obstruções ou detritos
  • obstruções elevadas e condutores de alta tensão
  • superfícies inclinadas
  • solo ou superfície com pouca resistência para suportar a carga imposta pela máquina
  • presença de pessoal não autorizado e outros fatores de perigo.

Perigo à vista

“Normalmente, o operador está tão preocupado com a operação da máquina que não vê o que tem ao entorno. Acaba batendo em rede elétrica, acaba não analisando o solo antes.”

Até mesmo o trajeto que a máquina deverá realizar durante um serviço em altura deve ser avaliado previamente.

“Muitas vezes o operador tem que ir de um setor para o outro e não faz antes um planejamento. Não estuda para ver se tem rede elétrica no trajeto. E normalmente o acidente não acontece da atividade que ele tem que realizar, mas sim de riscos paralelos que ele vai ter que planejar antes de fazer a atividade” – explica.

Portanto, a realização de serviços de engenharia elétrica com plataformas de trabalho aéreo deve ser feita por profissionais capacitados, mediante análise de risco e planejamento prévio.

“O ideal é que enquanto uma pessoa opera, a outra observe o entorno. E se tiver alguém no solo para ajudar a monitorar o ambiente, melhor ainda. Assim a equipe consegue ter um campo de visão mais perfeito”.

Plataforma de Trabalho Aéreo treinamento: imagem de plataforma em operação no treinamento da OMS

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