O que é SPDA

O QUE É SPDA? Saiba tudo sobre ele e escolha o melhor tipo de proteção contra raios para a sua empresa!

O SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) é um sistema de engenharia elétrica projetado para captar raios e conduzir a corrente com segurança até o solo. Ele atua evitando danos catastróficos à estrutura das edificações, protegendo equipamentos sensíveis e, acima de tudo, garantindo a vida das pessoas.

Em ambientes industriais e corporativos, esse sistema é a base da continuidade operacional. Por isso, é amplamente utilizado em indústrias, condomínios, edifícios comerciais e instalações elétricas de grande porte.

No Brasil, país com maior incidência de raios no mundo, entender o que é SPDA e contar com um sistema adequado à norma NBR 5419 não é apenas uma escolha técnica, é uma necessidade estratégica para a segurança patrimonial.

Afinal, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), cerca de 78 milhões de descargas atmosféricas atingem o território brasileiro todos os anos.

Sem um sistema adequado, os danos podem ser catastróficos: desde a queima de equipamentos sensíveis e paralisação de sistemas de TI até incêndios e riscos fatais.

Para ajudar você a entender esses riscos e proteger seu patrimônio, preparamos este guia completo. A OMS Engenharia, com 35 anos de experiência em engenharia multifocal, compartilha aqui o conhecimento adquirido projetando e instalando sistemas de proteção para grandes empresas na região de Curitiba.

O que você vai aprender

Neste guia completo sobre SPDA, você entenderá:

  • O que é SPDA e como funciona o sistema na prática.
  • Principais tipos: do método convencional de Franklin ao sistema moderno com Para-Raios Ionizante.
  • Riscos e perdas: o que acontece quando uma edificação não tem proteção adequada.
  • Obrigatoriedade: quando o sistema é exigido por lei e normas técnicas (NBR 5419).
  • Manutenção e Laudos: como garantir que o sistema continue operando com eficiência.

Confira o índice abaixo e boa leitura!

 

O que é SPDA e como ele protege sua empresa?

O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) – popularmente conhecido como para-raios – é uma solução de engenharia elétrica projetada para captar e direcionar raios com segurança até o solo. Sua função principal é proteger a edificação e as pessoas contra os efeitos térmicos e mecânicos das descargas diretas e indiretas.

Em ambientes corporativos e industriais, esse sistema é chamado de para-raios industrial. Ele é essencial não apenas pela segurança física, mas para garantir a continuidade operacional dos negócios, protegendo ativos de alto valor e sistemas críticos.

 

O que acontece se uma edificação não tiver SPDA?

Se a sua corporação não conta com um sistema adequado, os danos causados por um único raio podem ser catastróficos. Além do risco à vida, as consequências impactam diretamente o faturamento e a infraestrutura:

  • Paralisação de TI: Interrupção imediata de fornecimento de energia, telefonia e dados, impedindo o acesso a plataformas de gestão e operações em nuvem.
  • Danos em Maquinário: Surtos elétricos podem danificar severamente placas eletrônicas e motores de máquinas industriais.
  • Riscos Estruturais e Incêndios: O impacto térmico do raio pode provocar incêndios em materiais combustíveis ou fissuras graves na estrutura de concreto e aço do edifício.

 

Normas técnicas e funcionamento

No Brasil, para que um sistema seja considerado eficiente e legalmente aceito, ele deve seguir rigorosamente a ABNT NBR 5419. Essa norma técnica estabelece os critérios de projeto, instalação e inspeção para garantir que a proteção seja real e não apenas figurativa.

Basicamente, um SPDA de alta performance é composto por três subsistemas que atuam em conjunto. Veja quais são eles.

 

  1. Captores

Quando um raio atinge diretamente uma edificação, primeiro entram em cena os captores. São os dispositivos que tomam contato com os raios, anteriormente aos demais elementos.

Normalmente são instalados no topo das edificações, alguns metros acima do telhado ou laje.

  • Os para-raios de um SPDA podem ser tradicionais, constituídos de uma ponta metálica – os chamados para-raios de ponta Franklin.
  • Ou modernos, dotados de sensores eletrônicos especiais, como os para-raios ionizantes, que veremos adiante.

 

  1. Condutores de Descida

Depois que o raio é “capturado”, os condutores direcionam a corrente da descarga atmosférica para uma “malha de aterramento” instalada no solo.

Esses condutores de descida do raio podem ser feitos de cobre ou alumínio. E, em alguns casos, a própria armação metálica dos pilares e vigas de concreto da edificação podem ser utilizados como condutores. Esses são os chamados “SPDAs estruturais”, que precisam ser previstos já no projeto da edificação.

 

  1. Malha de Aterramento

 Por fim, a malha de aterramento faz a dispersão da energia para o solo.

A instalação da malha deve ser muito cuidadosa, exigindo até mesmo estudos da qualidade do solo para avaliar critérios como resistividade, salinidade, umidade e compactação.

Quando a malha de aterramento do SPDA é instalada em um solo com alta resistividade à passagem da corrente, é necessário tratá-lo com eletrólitos que elevam a condutividade.

Clique na imagem abaixo para entender a importância de contar com um bom sistema de aterramento em sua empresa!

 

SISTEMA DE ATERRAMENTO ELÉTRICO: como ele protege sua empresa e por que pode elevar a eficiência do seu negócio?

 

Juntos, esses três sistemas do SPDA – captores, condutores de descida e malha de aterramento – evitam  que a descarga atmosférica direta espalhe seus efeitos na estrutura e áreas internas da edificação. E, no caso dos SPDAs modernos com para-raios ionizantes, podem proteger até mesmo pátios externos.

O SPDA reduz significativamente os efeitos de uma descarga elétrica sobre o edifício em si, pessoas e sistemas eletrônicos e de comunicação.

 

Componentes de um sistema SPDA

 

Componentes de um sistema SPDA

 

 ComponenteFunção
 Captores Recebem a descarga atmosférica
 Condutores de descida Conduzem a corrente do raio até o solo
 Malha de aterramento Dissipa a energia no solo

 

Níveis de proteção do SPDA

A norma ABNT NBR 5419 define diferentes níveis de proteção para os sistemas SPDA, chamados de LPL (Lightning Protection Level).
Esses níveis indicam o grau de proteção necessário para cada edificação, considerando fatores como altura da estrutura, ocupação, valor dos equipamentos e risco de impacto de descargas atmosféricas.

Os níveis de proteção são classificados de I a IV, sendo o nível I o mais rigoroso, aplicado em estruturas com maior risco ou importância estratégica.

Agora que você já sabe o que é SPDA e como o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas evita que os raios danifiquem sua edificação, confira o que pode acontecer se sua empresa não estiver protegida!

 

Os efeitos físicos e técnicos de uma descarga direta em edificações sem SPDA

  Explicando de modo bem resumido, os raios produzem campos eletromagnéticos de alta intensidade que geram picos de tensão e corrente elétrica em qualquer tipo de estrutura metálica que encontram pelo caminho.

Esses “surtos” se espalham por cabos de redes, cercas ou mesmo pelas armaduras de metal que sustentam as vigas e pilares estruturais das edificações.

E o pior é que esses efeitos da descarga atmosférica podem se propagar por grandes distâncias a partir do ponto de impacto, afetando as instalações elétricas de empresas e edificações vizinhas.

Se um raio atingir sua empresa ou edificação e você não tiver um SPDA corretamente instalado, podem ocorrer danos severos, como:

  • Perfurações de chapas metálicas por calor.
  • Derretimento de condutores elétricos.
  • Outro efeito térmico é que combustíveis podem incendiar.
  • O raio pode danificar a infraestrutura física.
  • Campos eletromagnéticos e surtos de corrente afetarão equipamentos, fornecimento de energia e todo o funcionamento da empresa.

 

Danos à infraestrutura

Além de afetar os equipamentos, sensíveis para empresas e indústrias, as descargas elétricas podem ser extremamente graves para a própria estrutura do prédio.

O raio pode romper o concreto e provocar trincas em vigas e pilares, corroendo aço e deteriorando o próprio concreto. Dependendo da gravidade, pode ser perigoso para a estrutura predial.

Por serem muito rápidas e terem o poder de causar ignição, as descargas elétricas podem provocar incêndios quando passam por materiais combustíveis.

Isso pode ocorrer na própria estrutura do edifício ou  começar na vegetação próxima ao prédio e se espalhar.

A importância de um SPDA fica clara nessas situações, mas é ainda mais fundamental na garantia da vida das pessoas. Isso porque um raio produz corrente elétrica de alta intensidade que pode ser fatal para um ser humano.

Mas você pode estar perguntando: todas as edificações precisam ter um SPDA? Confira!

 

É obrigatório ter um SPDA?

Contar com um SPDA é primordial para edifícios residenciais, comerciais ou industriais.

Mais do que isso, a instalação de um SPDA é, em muitas situações, uma questão obrigatória.

A obrigatoriedade do SPDA é determinada principalmente pela ABNT NBR 5419, que estabelece critérios de avaliação de risco e proteção contra descargas atmosféricas.

Além disso, a regulamentação do  Corpo de Bombeiros determina que os edifícios com mais de 30 metros de altura e as instalações comerciais e industriais com mais de 1.500 m² de área construída precisam ter um SPDA.

De acordo com essa regulamentação, o SPDA também é obrigatório em algumas situações específicas, relacionadas à periculosidade do material que é manuseado nas edificações. Os postos de combustível são um exemplo.

Outros tipos de estabelecimentos também precisam ter o sistema, pelas regras dos bombeiros:

 

  • Edificações em áreas com elevado índice de descarga atmosférica;
  • Instalações isoladas com altura superior a 25 metros;
  • Fábricas de explosivos;
  • Prédios com valor cultural e histórico;
  • Subestações de energia.

 

Além dessas exigências, há uma norma regulamentadora, a NR-10, que também prevê a instalação do SPDA.

Ela estabelece que todo estabelecimento com potência instalada superior a 75 kW deve possuir o SPDA e os aterramentos elétricos.

Se sua empresa ou prédio residencial se enquadra em uma dessas categorias, além de saber o que é SPDA, você vai precisar definir qual é o melhor tipo de Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas para você. Vamos lá?

 

Tipos de SPDA

Apesar da função ser a mesma, existem diferentes tipos de SPDA.

Cada um deles tem características próprias de método e funcionamento indicadas para edificações de tamanhos e formatos distintos.

A escolha do tipo de SPDA ideal dependerá do melhor custo-benefício para a sua empresa, bem como o tipo de atividade e nível de segurança que ela necessita para proteger as pessoas, as edificações e os equipamentos nelas contidos.

Veja as principais características dos principais tipos de SPDA!

 

  1. SPDA pelo método convencional de Ponta Franklin

O método Franklin é de ação passiva, ou seja, o raio se forma naturalmente e o para-raios apenas recebe e direciona a descarga elétrica para o solo.

O para-raios de Ponta Franklin protege o volume de um cone, onde o captor – uma ponta metálica que atrai a descarga atmosférica- fica no vértice.

O raio de atuação varia de acordo com o nível de proteção almejado e a altura do edifício onde o para-raios é instalado.

Devido à norma NBR 5419, o método apresenta algumas limitações.

Essas limitações são: altura máxima de 45 metros ou 15 andares, com uma flecha de proteção de 25º.

Por isso, o SPDA com Ponta Franklin só é utilizado em edifícios de porte menor.

  

O que é SPDA: para-raio Ponta Franklin

 

  1. SPDA moderno com Para-Raios Ionizante

 O SPDA que conta com Para-Raios Ionizante (também conhecido como Para-Raios com Dispositivo de Ionização- PDI), tem como principal característica a atuação ativa.

Diferente dos sistemas passivos, como Franklin e Faraday, ele emite um traçador ascendente antecipado, conectando-se ao raio antes de qualquer outro objeto ao redor.

O traçador cria um canal ionizado que modela o percurso do raio até o solo, graças à detecção dinâmica da variação do campo elétrico presente na emissão do raio.

A conexão com a descarga atmosférica acontece num ponto mais alto em relação aos para-raios tradicionais, como os de Ponta Franklin.

Graças a essa tecnologia, o Para-Raios Ionizante entrega um raio de proteção muito maior, cobrindo não apenas a edificação, mas também áreas abertas como pátios externos, estacionamentos e áreas de logística.

A escolha pela tecnologia ionizante em indústrias e grandes corporações visa, acima de tudo, a continuidade operacional.

Em um cenário de engenharia multifocal, como o praticado pela OMS, a proteção contra raios deixa de ser apenas uma exigência legal para se tornar um pilar de segurança estratégica, evitando paradas inesperadas que geram prejuízos financeiros.

 

A tecnologia ionizante e a expertise OMS

A tecnologia PDI surgiu na França em 1986 com o desenvolvimento do para-raios Prevectron. É uma solução moderna e amplamente utilizada após a proibição dos modelos radioativos.

 

  • Parceria Internacional: A OMS Engenharia é especialista e representante oficial da Indelec, multinacional francesa líder mundial nesta tecnologia.
  • Reconhecimento: Fomos premiados pela marca com a “Instalação mais Prestigiosa do Ano” pela implantação do sistema na Copel, a maior empresa de energia do Paraná.

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Laudo SPDA: imagem de para-raios ionizante
Para-raios ionizante Indelec

 

A escolha pela tecnologia ionizante em indústrias visa a continuidade operacional, um pilar central na engenharia multifocal da OMS

 

  1. SPDA método de Gaiola de Faraday

Esse método é baseado na Teoria de Faraday, na qual o campo elétrico no interior de uma gaiola é nulo, mesmo quando uma corrente de valor elevado passa por seus condutores. Mas, para isso, é necessário que a corrente seja distribuída uniformemente por toda a superfície.

Esse tipo de SPDA usa um sistema de captores formados por condutores metálicos horizontais que são interligados em forma de malha.

Normalmente, são acrescentados terminais aéreos nas interligações e cantos para aumentar a probabilidade de impactos nesses pontos. No mais, há condutores de descida. A quantidade deles depende do nível de proteção e do aterramento.

O SPDA tipo Gaiola de Faraday é bastante utilizado no ramo industrial para proteger galpões e edifícios. Isso porque a disposição dos cabos pela estrutura se torna o próprio receptor da descarga atmosférica. Por isso, os para-raios não são fundamentais nesse tipo de SPDA.

 

  1. SPDA pelo método das Esferas Rolantes

Chamado de “modelo eletrogeométrico (EGM)”, esse tipo de SPDA é projetado por meio de uma simulação feita com uma esfera, cujo raio é determinado pelo nível de proteção desejado.

Durante a simulação, a esfera rola por toda a área externa da edificação.

Os locais que forem tocados pela bola são os mais suscetíveis à “queda” de um raio.  Por isso, é nesses pontos que são instalados os captores do SPDA.

Como vimos, os diferentes tipos de SPDA possuem características técnicas distintas e são indicados para diferentes tipos de edificações. A tabela abaixo apresenta um resumo comparativo das principais soluções utilizadas na proteção contra descargas atmosféricas.

 

Comparação entre os principais tipos de SPDA
Tipo de SPDACaracterísticas principaisIndicação de uso
Ponta Franklin (método convencional)Sistema passivo que capta o raio por meio de uma ponta metálica instalada no ponto mais alto da edificaçãoEdificações menores ou estruturas com cobertura limitada
Gaiola de FaradayMalha de condutores distribuída pela estrutura da edificação para interceptar descargas atmosféricasGalpões industriais, grandes coberturas e edificações com grande área
Método das esferas rolantesModelo de projeto eletrogeométrico que simula os pontos mais suscetíveis à incidência de raiosProjetos complexos ou edificações com geometria irregular
SPDA com para-raios ionizante (PDI)Sistema com emissão antecipada de traçador ascendente que amplia o raio de proteçãoGrandes áreas industriais, pátios logísticos, condomínios e estruturas com áreas externas amplas

 

Agora você sabe o que é SPDA e quais são os tipos de SPDA mais utilizados. Então, chegou o momento de perguntar: qual é a melhor solução para mim?

 

Já sei o que é SPDA e os tipos de para-raios: como escolher o melhor para a minha empresa?

A escolha do sistema mais adequado depende de fatores como altura da edificação, área a ser protegida, tipo de atividade realizada e nível de proteção definido na análise de risco prevista na ABNT NBR 5419 

Empresas de engenharia especializadas, como a OMS, realizam essa avaliação como parte do projeto e da implantação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas.

O tipo de SPDA ideal é aquele que apresenta o melhor custo-benefício. Isso porque cada edificação tem suas peculiaridades.

Uma indústria, por exemplo, pode precisar proteger não apenas a edificação, mas também o pátio e a área externa de armazenamento e logística. Nesse caso, seria mais recomendado o SPDA moderno com para-raios ionizante, que cobre não apenas a área interna da edificação, mas também seu entorno.

O mesmo seria interessante para um prédio residencial com quadras esportivas, piscinas ou áreas de laser externas.

Já uma edificação comercial pode ter outras necessidades de proteção e, dependendo da altura e da atividade realizada, pode contar tanto com o SPDA tradicional de Ponta Franklin quanto com o sistema moderno.

Tudo depende de um projeto de SPDA bem executado para cada caso. Como? Clique na imagem abaixo para saber!

 

Saiba como fazer o projeto de SPDA certo para blindar sua empresa contra descargas atmosféricas

 

O SPDA, claro, deve constar no projeto de construção da edificação.

Como dito anteriormente, não apenas para atender às exigências, mas também como forma de prevenção e proteção contra descargas atmosféricas.

No caso de estabelecimentos que já estejam de pé, o ideal é realizar o laudo de SPDA para determinar qual a melhor solução para o edifício.

 

Laudo e inspeção periódica do SPDA

O laudo de SPDA é feito por especialistas habilitados pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREAs).

Eles analisam o sistema de proteção contra raios atual e verificam se há a necessidade de alterações.

No caso de edificações sem SPDA, os mesmos técnicos saberão dimensionar corretamente o nível de proteção ideal.

O laudo de SPDA deve seguir as diretrizes da norma técnica NBR 5419, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina uma série de inspeções, especialmente na instalação elétrica e na estrutura do para-raios, quando já existente. Saiba mais no link abaixo!

 

LAUDO de SPDA: o que é, quando fazer e como ele ajuda a evitar multas?

 

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Inspeções regulares do SPDA

Vale ressaltar que, pela NBR 5419, o SPDA deve passar por inspeções regulares.

A mais simples, que é a visual, deve ser feita anualmente.

Já inspeções mais complexas devem respeitar uma determinada periodicidade, como segue:

 

  • 1 ano para estruturas que contenham munição ou explosivos, ou em áreas expostas à corrosão atmosférica severa;
  • 3 anos para estruturas que recebam muitas pessoas, como escolas, centros comerciais, hospitais, estádios e pavilhões de eventos. Além desses, indústrias contendo áreas com risco de explosão ou depósitos de materiais inflamáveis também devem ter o SPDA revisado com esse intervalo de tempo;
  • 5 anos para estruturas residenciais, comerciais, agrícolas ou industriais, desde que não sejam classificados com risco de incêndio.

 

Por que é importante associar o SPDA a um DPS?

O Dispositivo de Proteção contra Surtos, DPS, atua em conjunto com o SPDA para proteger os equipamentos de uma indústria, empresa ou edificação residencial.

Essa proteção é recomendada porque os surtos gerados por raios podem afetar a rede elétrica da concessionária que fornece energia.

Consequentemente, sobretensões na rede podem danificar as instalações elétricas da edificação mesmo que ela contenha um SPDA. As sobretensões podem ocasionar:

  • queda de energia
  • perda do sinal de internet e telecomunicações
  • redução da vida útil ou mesmo a perda de equipamentos eletrônicos.

Associado ao SPDA, o DPS eleva a proteção contra surtos e sobretensões que podem danificar equipamentos. Assim são evitados muitos prejuízos às empresas.

→ Saiba mais sobre DPS e outros dispositivos de segurança elétrica clicando aqui!

Para ajudar a esclarecer algumas dúvidas comuns sobre o funcionamento e a instalação do SPDA, reunimos abaixo respostas para perguntas frequentes sobre o sistema de proteção contra descargas atmosféricas.

📚 FAQ – Perguntas frequentes sobre SPDA

1. O que significa SPDA?

SPDA é a sigla para Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, popularmente conhecido como para-raios.
Ele é projetado para captar e conduzir descargas atmosféricas até o solo, protegendo edificações, equipamentos e pessoas contra os efeitos dos raios.

Nem todas as edificações precisam obrigatoriamente de um SPDA.
A necessidade do sistema é definida a partir de uma análise de risco prevista na norma ABNT NBR 5419, que considera fatores como altura da edificação, ocupação, área construída e incidência de descargas atmosféricas na região.

O SPDA protege a estrutura da edificação contra descargas atmosféricas diretas, captando e conduzindo o raio até o solo.

Já o DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) protege os equipamentos elétricos contra sobretensões causadas por surtos na rede elétrica, muitas vezes provocados por descargas atmosféricas próximas.

De acordo com a ABNT NBR 5419, o SPDA deve passar por inspeções periódicas.
Inspeções visuais costumam ser realizadas anualmente, enquanto inspeções mais detalhadas podem ocorrer a cada 3 ou 5 anos, dependendo do tipo de edificação e do nível de risco.

O projeto, a instalação e a inspeção do SPDA devem ser realizados por engenheiros habilitados e registrados no CREA, seguindo as diretrizes técnicas da norma ABNT NBR 5419.

Agora você já sabe o que é SPDA, os tipos de SPDA e sua função: salvar vidas e negócios! Mas com quem contar para avaliar, projetar e instalar seu SPDA?

 

Conte com a OMS: 32 anos de expertise na instalação de SPDA

Se a sua empresa precisa avaliar o SPDA antigo ou instalar um Sistema de Proteção contra descargas Atmosféricas novo, a OMS Engenharia é a empresa certa para te ajudar!

Nossos profissionais vão fazer diversas análises e verificar como está a situação atual, avaliando se há a necessidade da instalação de um novo SPDA, adequado para a edificação.

É importante salientar que a avaliação de engenheiros eletricistas qualificados é fundamental não apenas para projetar e instalar o SPDA, mas para avaliar se ele é necessário.

Isso porque algumas edificações poderão ter bons níveis de proteção contra descargas atmosféricas apenas com a instalação do sistema de aterramento e DPS, sem necessitar de um SPDA completo.

Para chegar à melhor escolha em termos de proteção e custo-benefício, a OMS realiza os laudos específicos de SPDA. Também projeta, instala, avalia e realiza manutenções periódicas de para-raios em prédios comerciais, industriais e residenciais.

 

A atuação multifocal da OMS

Localizada em Curitiba, no Paraná, a OMS Engenharia é uma empresa multisserviços especializada nas engenharias elétrica, civil e complementares.

Com 35 anos de atuação em projetos e obras turn-key, reunimos todas as engenharias que você precisa para o seu empreendimento em uma empresa só, entregando soluções completas, do piso ao teto.

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O que é SPDA

 

Esperamos ter ajudado.

Obrigado pela visita e até breve!

 

 👉Este conteúdo foi revisado por especialistas da OMS Engenharia com experiência em projetos, instalação e manutenção de sistemas SPDA em edificações comerciais e industriais.