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LAUDO SPDA: saiba como ele é feito e conheça tudo sobre a instalação de para-raios – exigência legal que protege empresas e salva vidas!

Laudo SPDA: imagem de para-raios ionizante Prevectron

 

O laudo SPDA é uma avaliação técnica feita por profissionais habilitados pelo CREA para verificar as condições do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) das edificações.

Popularmente conhecido como “para-raios”, o SPDA é uma estrutura que protege as instalações elétricas dos efeitos catastróficos de descargas atmosféricas (raios).

A realização do laudo técnico de SPDA é fundamental para salvaguardar empresas, indústrias e edificações residenciais. Isso porque ele avalia se o SPDA está dimensionado corretamente. Ou seja, se está funcionamento bem ou mesmo se é inexistente – o que pode causar danos severos e até a perda de vidas. É o que veremos a seguir.

 

Danos que o laudo técnico de SPDA pode evitar

A avaliação do SPDA de uma instalação elétrica evidencia pontos de falha, insuficiência ou deterioração do para-raios e de todos os demais componentes do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas.

Para tanto, segue as diretrizes da norma técnica NBR 5419, da ABNT .

A partir dessa avaliação, empresas, indústrias e condomínios podem projetar ou reestruturar seus sistemas de proteção com técnicas modernas e eficazes.

Com isso, empresas podem evitar:

  1. Multas, já que a instalação de SPDA em conformidade com normas e com as características de cada edificação é uma exigência legal. O descumprimento das normas pode gerar pesadas multas às empresas.
  2. Danos às edificações e ao patrimônio nos locais sem proteção atingidos por raios.
  3. Curtos-circuitos e incêndios gerados por descargas atmosféricas.
  4. Prejuízos enormes com equipamentos eletrônicos e máquinas que podem “queimar” e ser totalmente perdidos.
  5. Perda de vidas sob a responsabilidade das empresas, já que:
  • Raios matam em torno de 130 pessoas por ano no Brasil.
  • De acordo com um levantamento do Inpe, 790 brasileiros morreram entre 2000 e 2014, vítimas de descargas atmosféricas.

 

Laudo de SPDA: imagem de raios sobre cidade

O que é o laudo de SPDA

O laudo SPDA é um documento técnico assinado por profissionais habilitados pelo Crea – normalmente engenheiros-eletricistas credenciados.

O laudo descreve o resultado da perícia técnica feita na edificação, bem como os problemas encontrados no sistema de proteção contra raios.

Além das conclusões baseadas nas investigações, aponta também as recomendações de ações necessárias para solucionar os gargalos do SPDA, visando garantir a proteção ideal contra raios para cada caso.

 

Como são feitas as investigações de um SPDA

A Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, estabelece os critérios para a elaboração de laudos SPDA no país.

De acordo com a NBR 5419, a investigação para a elaboração do laudo SPDA deve avaliar quatro aspectos:

  1. Requisitos de proteção contra raios: é preciso verificar se estão sendo cumpridos os requisitos técnicos para a proteção contra descargas atmosféricas.
  2. Gerenciamento de risco: nesse quesito, são determinados os riscos de descargas atmosféricas atingirem a estrutura avaliada.
  3. Danos possíveis: a norma da ABNT determina que seja identificado também o potencial de danos físicos à estrutura da edificação e à vida de seus usuários.
  4. Proteção interna: o laudo SPDA também deve fazer o levantamento de medidas e equipamentos necessários para a proteção de áreas internas, a fim de reduzir o risco de danos causados por impulsos eletromagnéticos de descargas atmosféricas (LEMP).

Na prática, a norma técnica servirá de guia para que a empresa de engenharia elétrica contratada avalie, por exemplo:

  • Se o projeto da edificação coincide com o que foi realmente construído.
  • Se o SPDA foi totalmente executado de acordo com o projeto.
  • Se já ocorreu descarga atmosférica no sistema.
  • A integridade dos materiais e componentes do sistema: se houve oxidação, defeitos ou degradação com o tempo.
  • A resistência elétrica da malha de aterramento.
  • As condições dos condutores de descida da energia ao solo.
  • O anel superior de aterramento.

 

Quando deve ser elaborado o laudo de SPDA?

O laudo técnico que avalia a proteção contra raios é feito por meio de inspeções realizadas:

  1. Antes mesmo da instalação do SPDA, para avaliar as condições da instalação elétrica e os riscos a que o imóvel está exposto.
  2. Após episódio de acidente com descarga atmosférica.
  3. Anualmente em edificações que contenham:
  • munição ou explosivos
  • locais expostos a corrosão atmosférica severa, como regiões litorâneas ou indústrias com ambientes agressivos
  • empresas ou indústrias fornecedoras de serviços essenciais, como energia elétrica, água e outras.
  1. A cada três anos nas demais empresas, indústrias ou edificações residenciais, que devem fazer a avalição programada das condições do SPDA em operação.

 

Quem é obrigado a realizar o laudo SPDA?

O laudo é obrigatório a toda empresa, indústria ou edificação que possua um Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas.  E quem precisa instalar um SPDA?

  1. Toda edificação precisa de algum tipo de sistema de proteção contra descargas atmosféricas. No entanto, o tipo de proteção pode variar para cada construção.
  2. É o engenheiro-eletricista que projeta o sistema elétrico quem vai definir a proteção ideal para cada caso. Numa residência, por exemplo, esse profissional pode atestar que um sistema de aterramento seja suficiente. Ou recomendar que um dispositivo de proteção contra surtos (DPS) também seja instalado.
  3. Em caso de empresas e indústrias com muitos equipamentos eletrônicos, certamente será recomendada a instalação do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas Mas você pode estrar se perguntando: o que é e como funciona um SPDA completo? É o que veremos a seguir.

 

Entendendo o SPDA

Um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas é composto de três subsistemas que funcionam em conjunto para “captar” e “desviar” a descarga atmosférica, de modo que ela não atinja o interior da edificação. Esses subsistemas são:

  1. Captação da descarga atmosférica (raio).
  2. Descida do raio até o solo.
  3. Aterramento: subsistema que distribui a eletricidade por uma malha de aterramento até um anel composto com hastes de cobre ou alumínio feito em torno da edificação. Os condutores da malha de aterramento levam o raio até as hastes do anel, que são enterradas e drenam a energia para o solo.

Essa estrutura protege as edificações (e até mesmo ambientes externos, como veremos a seguir!) dos surtos de tensão e corrente causados pelos raios.

Os surtos são elevações fortíssimas dessas grandezas elétricas, concentradas em curtos períodos de tempo. São capazes de danificar as instalações elétricas e as edificações, bem como equipamentos a elas conectados. E até mesmo de ferir pessoas!

Ouça aqui a entrevista da OMS Engenharia sobre laudos de SPDA e entenda tudo sobre o funcionamento dos Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas!

 

Para-raios convencionais x para-raios ionizantes

O laudo SPDA indica o nível de proteção necessário a cada empresa, indústria ou edifício residencial. Alguns sistemas deverão ser mais completos do que outros. E em alguns casos, sistemas modernos com tecnologia ionizante serão indicados para proteger até mesmo áreas externas. Vejamos as diferenças entre o SPDA convencional e o SPDA ionizante.

 

SPDA convencional

Nos PARA-RAIOS CONVENCIONAIS, a proteção segue o sistema Faraday-Franklin, em que uma ponta metálica direciona a descarga atmosférica pelo exterior da edificação.

Após “capturá-la”, o para-raios a desvia até a malha de aterramento, uma área do solo preparada para que a eletricidade não atinja o interior do edifício.

Essa estrutura protege apenas os ambientes internos das edificações nas empresas, indústrias ou condomínios residenciais.

 

Para-raios convencional: imagem de ponta Franklin
Para-raios convencional -ponta Franklin

 

SPDA com tecnologia ionizante

Diferentemente dos para-raios convencionais, nos PARA-RAIOS IONIZANTES até mesmo as áreas externas são protegidas.

Isso é muito importante porque a descarga de um raio se alastra por metais num raio de até 5 Km, irradiando prejuízos por onde passa.

Além disso, a maior parte dos acidentes com raios ocorre em áreas externas, onde atingem objetos que funcionem como antenas, como árvores e pessoas.

“Num SPDA com para-raios ionizante, a formação da descarga atmosférica é antecipada. O equipamento – composto de ponta metálica e dispositivos eletrônicos – se conecta com o raio em um ponto mais alto. Isso propicia uma área de proteção maior que a de qualquer outro dispositivo” – explica Henrique Costa, engenheiro-eletricista da OMS.

 

Laudo SPDA: imagem de para-raios ionizante
Para-raios ionizante Indelec

 

Essa tecnologia, portanto, é excelente para indústrias, fazendas, empresas e condomínios que possuam atividade e circulação externa de pessoas.

É o caso do Conjunto Malibu I, um condomínio residencial em Curitiba onde a OMS Engenharia realizou o laudo SPDA e a instalação do sistema de proteção com para-raios ionizantes Indelec.

 

Imagem de Conjunto Malibu, Curitiba.

Conjunto Malibu, Curitiba – PRO condomínio, com cerca de 40 apartamentos, possui áreas de lazer, circulação e estacionamento externos.

A instalação de para-raios ionizante foi a melhor opção para proteger as famílias dentro de casa e também nas dependências do condomínio que ficam a céu aberto.

Isso porque o para-raios ionizante é capaz de proteger toda a área de cerca de 1900 m² onde está localizado o empreendimento residencial.

Laudo SPDA: imagem de para-raios ionizante no topo de edifícioLAUDO SPDA: IMAGEM DE PARA-RAIOS IONIZANTE - CONJUNTO MALIBU

Para-raios ionizante no topo de edifício – Condomínio Malibu I

 

A tecnologia ionizante Indelec

A OMS Engenharia realiza laudos SPDA em Curitiba e a instalação de para-raios tradicionais e ionizantes. Para tanto, representa no Paraná a marca Indelec, fabricante multinacional de para-raios ionizantes que atua no Brasil há mais de 25 anos.

A empresa possui sede na França e exporta seus produtos a mais de 80 países. Os para-raios da marca seguem as normas internacionais:

  • NFC 17-102 (criada na França em 1995 e atualizada em 2011)
  • NFC 17-102 (referência para a Proteção com Dispositivo de Ionização – PDI)
  • IEC 62305
  • UNE 21186
  • NP 4426
  • IRAM 2426, entre outras.

E conquistaram certificações junto a centros de pesquisa em vários países. Entre eles o Underwriters Laboratories, Bureau Verita, Unicamp, Conformidade Europeia e Qualifoudre.

 

Por que proteger seu patrimônio com um laudo de SPDA e a instalação de para-raios?

O Brasil é o líder mundial de raios, com média de 78 milhões de descargas atmosféricas ao ano, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Isso representa perigo de mortes e perdas materiais que aumentam com a proximidade do verão. É quando começa a temporada de chuvas, tempestade e raios.

A incidência de descargas atmosféricas cresce vertiginosamente nessa época do ano, sendo que o mês de janeiro concentra a maior quantidade de acidentes com raios.

Estudos indicam que a incidência de descargas atmosféricas vem se elevando ano a ano.

Em janeiro de 2019, Curitiba teve um aumento de  750%  no volume de descargas naturais, em relação o início do verão 2018. Os dados são do Elat – o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe.

O aumento médio de raios no verão 2019 chegou a 50% em relação a 2018, de acordo com o Elat.

Esses dados mostram a importância da realização de um laudo SPDA para verificar as condições de segurança e, quando necessário, instalar:

  • para-raios
  • aterramento
  • dispositivos de proteção contra surtos
  • ou o que se faça necessário para defender patrimônios e salvar vidas.

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