A manutenção de subestações de energia é fundamental para garantir um abastecimento elétrico confiável, seguro e eficiente para empresas e indústrias, evitando interrupções dispendiosas, riscos operacionais e problemas de segurança.
Na prática, ela é crítica para organizações que dependem de fornecimento contínuo de energia e não podem conviver com paradas inesperadas, especialmente em cenários de ampliação de carga, retrofits, modernização de instalações ou adequações normativas.
As subestações de energia são exigidas de acordo com as regras das concessionárias e da regulamentação de cada estado. Geralmente, para consumidores atendidos em média tensão (acima de 1 kV a 36,2 kV) ou alta tensão (acima de 36,2 kV), que precisam reduzir essa tensão ao nível de uso dos seus equipamentos em baixa tensão (127 V, 220 V ou 380 V). No Paraná, por exemplo, elas são obrigatórias para consumidores com potência instalada acima de 75 quilowatts.
Para empresas com operações sensíveis – como indústrias, data centers, hospitais, supermercados e comércios 24 horas – manter a subestação em condições adequadas não é apenas uma boa prática: é o que garante a continuidade das atividades e a vida útil dos equipamentos.
Em resumo, a manutenção de subestações de energia é essencial quando:
- A operação depende de fornecimento elétrico contínuo;
- Há risco relevante de parada produtiva ou de perdas operacionais;
- A instalação passa por aumento de carga, modernização ou adequação normativa;
- Existem exigências de seguradoras, auditorias técnicas ou órgãos reguladores.
O objetivo principal é reduzir riscos, evitar falhas graves e garantir continuidade operacional com previsibilidade de custos.
Entendido em que contextos a subestação se torna um ponto crítico da infraestrutura elétrica, vale aprofundar por que a manutenção de subestações de energia é um fator decisivo para a segurança, a confiabilidade e a eficiência das empresas – e o que pode acontecer quando esse cuidado é negligenciado.
Por que a manutenção de subestações é crítica para a operação da sua empresa
A subestação de energia é um dos pontos mais sensíveis da infraestrutura elétrica de indústrias e grandes empresas. É ela que garante a disponibilidade, a qualidade e a segurança da energia que alimenta toda a operação.
Quando a manutenção de uma subestação é negligenciada, os riscos deixam de ser apenas técnicos e passam a impactar diretamente o negócio: paradas não programadas, danos a equipamentos, riscos de acidentes e custos inesperados.
Esse risco não aparece apenas em situações de falha. Em muitas empresas, a manutenção da subestação também está diretamente associada a projetos de modernização e retrofit elétrico. Ampliações de carga, troca de equipamentos, adequações às normas ou mudanças no processo produtivo exigem que a subestação seja reavaliada tecnicamente.
Nesses cenários, a manutenção deixa de ser apenas preventiva e passa a fazer parte do planejamento de continuidade operacional, evitando que a atualização da planta gere riscos, paradas não programadas ou retrabalho.
O problema é que muitas empresas só percebem a importância da manutenção quando uma falha já aconteceu – e, nesse cenário, o prejuízo costuma ser muito maior do que o investimento em prevenção.
A seguir, veja os principais problemas que a falta de manutenção de subestações pode causar e por que esse cuidado precisa fazer parte da rotina de gestão da sua infraestrutura elétrica.
6 problemas que a falta de manutenção de subestações ocasiona
Uma falha na subestação pode causar a interrupção no fornecimento de energia, o que já é um grande prejuízo por si só, afetando toda a rotina e a produtividade das empresas.
Mas há situações piores, como incêndios e explosões causados em acidentes elétricos por falta de manutenção.
Claro que esses são os casos mais extremos. Só que mesmo os que são aparentemente contornáveis precisam ser considerados.
Confira os 6 principais riscos que só podem ser mitigados com a manutenção preventiva de subestações de energia.
1. Distúrbios de energia: ineficiência e danos a equipamentos
A falta de manutenção em uma subestação de energia consumidora pode ocasionar flutuações e picos de tensão.
Esses distúrbios elétricos costumam gerar consequências que vão do mau funcionamento à queima de máquinas e equipamentos industriais sensíveis.
Isso acontece porque as subestações possuem componentes que estabilizam a eletricidade, evitando que distúrbios de energia provenientes da rede afetem a instalação elétrica.
Qualidade de energia: os prejuízos que distúrbios elétricos causam às empresas
2. Desgaste de isoladores: curtos-circuitos e danos a equipamentos
Sem manutenção periódica, os isoladores elétricos da subestação de energia podem se deteriorar devido a condições climáticas adversas, poluição e envelhecimento.
Se um isolador falhar, isso pode ocasionar um curto-circuito. Nesse caso, a corrente elétrica pode fluir através do isolador, causando uma interrupção não planejada no fornecimento de energia.
Uma falha no isolamento também pode resultar em picos de corrente elétrica e surtos de tensão que danificam os equipamentos elétricos conectados ao sistema.
Isoladores em más condições trazem ainda riscos à segurança. Isso porque podem gerar arcos elétricos perigosos para as pessoas que estejam nas proximidades.
Por isso, a manutenção preventiva de subestações de energia envolve inspeções regulares para identificar isoladores danificados ou desgastados, que podem ser substituídos antes de causar problemas.
3. Sujeira e contaminação: perda de eficiência
O acúmulo de sujeira, poeira e contaminantes nas instalações da subestação pode reduzir a eficiência da operação e causar curtos-circuitos. A limpeza regular é uma parte importante da manutenção preventiva.
4. Corrosão: desperdício de energia e apagões
A corrosão de estruturas metálicas é comum em subestações expostas a ambientes extremos com umidade, poluição atmosférica ou substâncias químicas corrosivas.
Em conexões elétricas, a corrosão pode causar aumento de resistência, o que gera aquecimento excessivo e perda de energia no sistema.
Isso também pode levar a mau contato elétrico e interrupções no fornecimento de energia.
Além disso, a corrosão pode afetar negativamente o desempenho de componentes metálicos.
Para evitar esse problema, a manutenção de subestações de energia inclui a aplicação de revestimentos protetores e inspeções para identificar e tratar peças metálicas com tintas anticorrosivas ou proteção eletroquímica catódica.
5. Problemas no transformador: curtos, apagões e elevação de custos
O transformador é peça-chave, responsável pela elevação ou rebaixamento de grandezas elétricas como tensão e corrente.
A falta de manutenção na subestação de energia pode fazer com que conexões elétricas do transformador fiquem frouxas, os ventiladores de resfriamento sejam obstruídos e o óleo de resfriamento seja contaminado.
Esses problemas causam superaquecimento e podem comprometer o isolamento, com sérios riscos de curtos-circuitos e interrupções no fornecimento de energia.
Além disso, eles diminuem a eficiência, aceleram o desgaste e reduzem a vida útil do transformador.
Por isso, a falta de manutenção em subestações de energia costuma ocasionar perdas de energia e elevação dos custos operacionais nas empresas.
6. Redução da vida útil: elevação de custos
Os equipamentos de uma subestação possuem vida útil limitada.
A manutenção preventiva de subestações de energia ajuda a monitorar o estado dos equipamentos, identificando peças desgastadas ou com falhas e planejando sua substituição antes de causarem interrupções.
Por tudo isso, tenha a certeza de que a manutenção de subestações transformadoras industriais e corporativas não é um gasto, mas sim um investimento que trará inúmeros benefícios para a sua empresa.
Vantagens da manutenção de subestações de energia
A manutenção de subestações de energia é primordial para qualquer indústria ou empreendimento que necessite evitar interrupções no fornecimento elétrico e, com isso, a paralisação de atividades com prejuízos, às vezes, incontornáveis.
Em muitos casos, como em instituições de saúde, a falta de energia pode significar não só perdas financeiras, mas até de vidas.
Já em um posto de combustível, um arco elétrico com faíscas poderia ocasionar graves acidentes. Um supermercado poderia ficar sem energia, perdendo todos os produtos que necessitam de refrigeração. Uma fábrica, ficaria com a planta parada por dias ou semanas durante o conserto, atrasando a entrega de produtos e perdendo clientes. E uma empresa poderia ficar no escuro, paralisando completamente as atividades diárias.
Portanto, a manutenção preventiva deve ser levada a sério pelos administradores. Veja as vantagens que ela entrega.
Aumento da confiabilidade
Ao manter os componentes da subestação em bom estado de funcionamento, a confiabilidade do sistema elétrico é aprimorada, garantindo um suprimento de energia mais estável e seguro para os processos industriais e comerciais.
Isso reduz o risco de interrupções não planejadas e minimiza o tempo de inatividade da produção.
Economia e controle de custos
Corrigir problemas antes que eles se tornem graves é geralmente mais econômico do que substituir equipamentos danificados.
Além disso, a redução do tempo de inatividade economiza dinheiro ao evitar perdas de produção.
A manutenção preventiva programada permite ainda que os custos de manutenção sejam controlados e planejados, evitando gastos imprevistos e orçamentos estourados.
Segurança
A manutenção de subestações de energia contribui para a segurança dos trabalhadores e usuários, uma vez que equipamentos elétricos bem mantidos são menos propensos a falhas perigosas que podem resultar em acidentes.
Conformidade com normas e regulamentos em manutenção de subestações
Adotar um protocolo de manutenção preventiva ajuda a garantir que a subestação de energia atenda às normas e regulamentos de segurança elétrica e ambiental, mantendo a conformidade legal.
Além disso, ter a documentação atestando que as manutenções preventivas da subestação estão em dia costuma ser uma exigência de empresas seguradoras.
Proteção do investimento
As subestações de energia presentes em fábricas, comércios e indústrias representam investimentos significativos. A manutenção preventiva ajuda a proteger esse investimento, prolongando a vida útil e preservando o valor dos ativos elétricos.
Para contar com todos esses benefícios, as empresas precisam adotar um plano de manutenção de subestação de energia que mantenha os equipamentos em pleno funcionamento e com risco mínimo de falhas.
Esse protocolo de manutenção deve ser realizado por profissionais capacitados e empresas com experiência no assunto.
É o caso da OMS Engenharia, que há 35 anos atua nesse segmento, executando a manutenção em subestações de energia de todos os tamanhos e atendendo de grandes a pequenos clientes em Curitiba (raio de 100km).
Tipos de manutenção de subestação de energia
Para a realização desse serviço, é necessário um planejamento que contemple três níveis de manutenção: preventiva, preditiva e corretiva. Veja as ações que devem ser realizadas em cada uma delas.
1. Manutenção preventiva de subestações de energia
A manutenção preventiva é aquela que previne ocorrências adversas. O principal objetivo é manter os equipamentos e instalações em boas condições de operação.
A partir de um planejamento elaborado antecipadamente, são realizadas diversas ações nas máquinas e instalações para detectar e tomar medidas para evitar falhas. Essas ações devem respeitar a periodicidade prevista no plano e no manual do fabricante.
Esse tipo de manutenção de subestação de energia pode ser programada, quando ocorre em períodos pré-estabelecidos, ou condicional, quando há alguma redução no desempenho de um equipamento.
Ações realizadas na manutenção preventiva de subestações de energia
A lista de ações nas manutenções preventivas é significativa, pois são muitos os itens a serem inspecionados, eventualmente consertados e testados para conferir se tudo está em condições adequadas de uso.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os principais equipamentos e itens que devem ser verificados durante as manutenções de uma subestação são os transformadores, capacitores e disjuntores, além de componentes de proteção como relês, chaves e seccionadores.
Veja as ações que geralmente são realizadas durante as manutenções preventivas para proteger esses componentes e aumentar seu ciclo de vida.
Transformadores de tensão e corrente
Na manutenção preventiva dos transformadores da subestação de energia são recomendadas as seguintes atividades:
- Avaliar o estado geral de conservação;
- Se há vazamento de óleo isolante;
- Como está a conservação das vedações;
- O aterramento do tanque principal;
- Relés de gás e de fluxo;
- Válvula de alívio de pressão;
- Saturação do material secante;
- Conservação de bolsas e membranas do conservador;
- Nível do óleo isolante;
- Sistema de resfriamento;
- Sistema de comutação;
- Fiação e caixas de interligação;
- Potência e capacitância das buchas.
Capacitores
Os itens a serem verificados são:
- Estado geral de conservação;
- Conexões;
- Vazamentos e deformações;
- Medição de capacitância;
- Filtros indutivos e/ou módulos de tiristores;
- Medição de corrente de desbalanço;
- Reaperto de conexões.
Disjuntores
- Verificação de pintura, estado das porcelanas e corrosão;
- Remoção de indícios de ferrugem e lubrificação;
- Verificações do sistema de acionamento e acessórios;
- Verificações do circuito de comando e sinalizações e dos níveis de alarmes;
- Verificação das caixas de interligações;
- Verificação de aperto de parafusos;
- Verificação de vazamentos de gás ou óleo (para disjuntores de média tensão);
- Ensaios de resistência de contatos do circuito principal;
- Ensaios de operação mecânica;
- Execução de ensaios nos circuitos auxiliar e de controle;
- Execução de ensaios de condutividade;
- Medição dos tempos de operação;
- Teste do comando local e a distância e acionamento de relés.
Além desses equipamentos, a manutenção preventiva de uma subestação de energia deve conter protocolos para avaliar as chaves seccionadoras, transformadores para instrumentos e para-raios do Sistema de Prevenção contra Descargas Atmosféricas (SPDA).
Também são considerados aspectos como o próprio ambiente. Por esse motivo, durante as manutenções, também são realizadas a limpeza da subestação de energia, a lubrificação e a pintura de equipamentos.
De quanto em quanto tempo você dever realizar a manutenção preventiva da sua subestação de energia?
A necessidade de manutenção preventiva varia de acordo com a recomendação do fabricante para cada componente da subestação de energia. Geralmente, a periodicidade recomendada é a seguinte:
- Transformadores: a manutenção deve ser realizada anualmente, conforme recomendado pelo fornecedor. Devem ser feitas inspeções visuais e testes de óleo para monitorar a condição do equipamento e detectar possíveis problemas.
- Capacitores: a cada 2 a 3 anos. Inclui inspeções visuais, testes de capacidade e verificação do sistema de proteção.
- Disjuntores: a cada 1 ou 2 anos. Envolve testes de operação, limpeza e verificação do mecanismo de disparo.
- Outros componentes (chaves, seccionadores, relés): a frequência pode variar, mas geralmente é feita anualmente ou de acordo com as recomendações do fabricante e as condições operacionais.
Como os prazos variam para cada componente, é importante manter um inventário preciso e atualizado, anotando nele as recomendações de manutenção e a periodicidade para cada item da subestação.
Para a maioria das corporações, acaba sendo mais simples terceirizar a manutenção da subestação de energia para que tudo seja avaliado dentro do prazo e com maior segurança por uma empresa especializada, como a OMS Engenharia.
2. Manutenção preditiva de subestações de energia
A manutenção preditiva é uma espécie de extensão da manutenção preventiva, baseada na probabilidade de um determinado equipamento apresentar uma falha.
É feita quando o equipamento ainda tem boas condições de operação, mas está a um passo de começar a causar problemas.
Esse tipo de manutenção é focada no acompanhamento e no monitoramento regular dos equipamentos e dos sistemas. Assim, a ideia é maximizar o intervalo entre os reparos programados e evitar reparos corretivos.
As manutenções preditivas se apoiam principalmente em duas atividades: termografia e análise de óleo isolante. Saiba mais sobre elas a seguir.
Termografia de áreas sensíveis da subestação de energia
Essa técnica proporciona o sensoriamento remoto de áreas aquecidas usando radiação infravermelha.
Em resumo, ela mede a temperatura de um ponto ou componente. Se forem detectadas temperaturas acima do padrão recomendado, isso significa que existe um potencial falha em algum local.
No caso dos sistemas elétricos, a termografia identifica anormalidades na relação entre a corrente e a resistência dos componentes.
Se o termógrafo apontar temperaturas fora do normal, significa que há corrosão, oxidação, excesso de carga ou defeito nas peças. Diante disso, algumas ações preventivas devem ser feitas, como:
- inspeção geral do equipamento,
- limpeza e aperto de parafusos.
Depois disso, o termógrafo novamente entra em ação para verificar se a temperatura voltou ao padrão do fabricante. Em caso negativo, é possível que o equipamento precise ser substituído.
Veja neste vídeo como é feita a análise termográfica com um exemplo real. O quadro de distribuição de energia de uma grande empresa estava com sobreaquecimento. E o perigo foi detectado pelo termovisor durante uma manutenção elétrica preventiva.
Análise de óleo do transformador na manutenção de uma subestação de energia
As principais funções do óleo isolante são refrigeração e isolamento elétrico. E para que ele execute bem essas tarefas, precisa estar em boas condições. A partir de amostras do óleo, alguns ensaios técnicos são realizados:
- Índice de perdas dielétricas;
- Rigidez dielétrica;
- Teor de água;
- Índice de neutralização;
- Cromatografia;
- Cor;
- Densidade;
- Tensão superficial.
Qualquer anomalia nesses exames pode significar danos futuros ao equipamento, inclusive sérios e que exijam a substituição da máquina, um grande prejuízo para a empresa.
Por essa razão, a análise da qualidade do óleo isolante é um item muito importante na manutenção preditiva de subestações de energia.
→ Aqui temos um post completo sobre a análise do óleo do transformador!
Se, além dessas análises, a sua empresa tiver condições de investir em automações, você também pode utilizar tecnologias avançadas como sensores e sistemas de monitoramento em tempo real para detectar anomalias e prever falhas antes que ocorram.
3. Manutenção corretiva de subestações de energia
A manutenção corretiva de uma subestação de energia é realizada quando um dos equipamentos ou sistemas já apresenta baixo rendimento. Ou quando há falhas. O objetivo é corrigir essas questões.
A intervenção corretiva pode ser a resposta para uma anomalia encontrada em uma manutenção preventiva ou fruto de um problema não previsto.
Quando não é prevista, a manutenção corretiva geralmente precisa ser feita em caráter de emergência para que não haja prejuízos maiores à subestação. Dependendo da complexidade, é muito provável que seja necessária a interrupção do fornecimento de energia, às vezes por dias ou semanas.
O ideal, portanto, é que as manutenções preventiva e preditiva evitem a necessidade de uma manutenção corretiva. Por isso, as duas primeiras devem ser prioridade.
Nenhum desses tipos de manutenção é genérico: todos eles se apoiam em normas técnicas específicas que orientam desde a segurança dos profissionais até os critérios de operação e manutenção das subestações.
É por isso que entender quais normas se aplicam à sua subestação é parte essencial de qualquer plano de manutenção bem estruturado.
Normas técnicas e regulatórias aplicáveis à manutenção de subestações de energia
Para que a manutenção de subestações de energia seja eficaz e segura – além de juridicamente correta –, é fundamental seguir normas técnicas e regulamentares nacionais que orientam tanto os aspectos de segurança dos trabalhadores quanto os critérios técnicos de instalações elétricas em média tensão.
Normas essenciais que devem ser observadas
- NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade
Trata da segurança e saúde dos trabalhadores que atuam em instalações elétricas, incluindo subestações de energia. A NR-10 exige medidas preventivas de controle de risco elétrico, planejamento de atividades com eletricidade, uso de EPIs, sinalização e capacitação de profissionais envolvidos nas atividades de manutenção e operação. - ABNT NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão
Essa norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define critérios para projeto, execução, operação e manutenção de instalações elétricas em média tensão (tipicamente de 1 kV a 36,2 kV), como é o caso das subestações industriais e corporativas. Ela aborda aspectos de segurança operacional e requisitos técnicos que garantem a eficiência e a minimização de riscos. - ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão
Embora focada em baixa tensão, essa norma trata da forma correta de projetar, executar, operar e manter sistemas elétricos em baixa tensão, parte integrante da distribuição de energia que sai da subestação para os sistemas internos da empresa. - ABNT NBR 5419 – Proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)
Importante em subestações que exigem proteção contra raios e descargas elétricas. Essa norma fornece diretrizes sobre a instalação e manutenção de sistemas de SPDA, o que influencia diretamente a segurança das estruturas elétricas e pessoas.
Além dessas, outras NRs também podem ser aplicáveis em serviços realizados durante a manutenção, como NR-35 (trabalho em altura) e NR-33 (espaços confinados) dependendo das condições específicas do serviço.
Na prática, essas normas são as referências usadas por engenheiros, concessionárias, auditorias e seguradoras para validar se uma subestação está segura e em conformidade.
Como escolher a melhor empresa para fazer a manutenção de sua subestação de energia?
Para que a manutenção de subestações de energia siga à risca todas as normas técnicas e padrões sugeridos pelos fabricantes de equipamentos e componentes, ela deve ser realizada por empresas competentes e com expertise nesse tipo de serviço.
A OMS Engenharia possui especialistas na instalação e manutenção de subestações de energia. Além disso, nossos profissionais passam por treinamentos periódicos para que seja garantido o melhor serviço e com a maior segurança possível.
Entre eles a capacitação para operar plataformas elevatórias, necessárias em postes de alta tensão.
Outro é o treinamento para atendimento da NR-10, norma que regulamenta os protocolos de segurança para instalações elétricas seguida à risca pela OMS.
Com essa prática, adquirimos muita experiência e nos colocamos no mercado nacional como uma empresa extremamente capacitada para realizar a manutenção da subestação de energia de sua organização.
Conte com a OMS Engenharia: especialista na manutenção de subestações de energia
Com mais de três décadas de atuação, a OMS é uma empresa de engenharia multisserviços que realiza a instalação e manutenção de subestações para clientes do setor público e privado, especialmente na Região de Curitiba.
Somos focados em atender de pequenas a grandes empresas que possuem subestações em seus negócios – como comércios, redes de postos de combustíveis, supermercados e shoppings – bem como grandes plantas industriais.
“A manutenção de subestações requer bons profissionais porque precisa de análises físico-químicas. Além dessas análises precisas de vários testes de prevenção específicos” – conta o engenheiro eletricista Henrique Dariva.
Especialista na área, ele coordenou a manutenção de subestações em mais de 100 agências do Banco do Brasil no Paraná.
“A OMS fez a manutenção de subestações de todos os tamanhos. Desde postos de transformação de 112,5 kVA até subestações com vários MVA’s de potência.”
Grifols
Outro exemplo da atuação da OMS Engenharia, este no setor industrial, é a manutenção da subestação de energia da multinacional espanhola Grifols, que produz tratamentos à base de plasma sanguíneo.
A OMS implantou a toda a infraestrutura elétrica da unidade brasileira da multinacional, localizada em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
A obra incluiu a instalação de uma subestação de energia com transformador de 1000 KVA, que recebe a energia de alta tensão da concessionária local e a distribui à fábrica em 380-220V.
“Realizamos a manutenção dessa subestação desde o primeiro ano após o término da obra, ou seja, desde 2018.”
Projeto LG – Subestação e entrada de energia em alta tensão
Em 2025, concluímos o projeto para implantação da subestação e entrada de energia em alta tensão da nova planta industrial da LG em Fazenda Rio Grande (PR).
O projeto elétrico internacional foi realizado em parceria com a LS Corps (holding da LG) e a DASOL, reforçando a capacidade da OMS em atender demandas complexas para além das fronteiras do Brasil com confiabilidade e alto desempenho técnico.
O escopo envolveu ainda os projetos elétrico, eletromecânico e civil de conexão com a concessionária.
Este é um exemplo de como a experiência prática da OMS se traduz em conhecimento técnico profundo para realizar a manutenção de subestações de energia com qualidade e segurança.
Projetos e obras em subestações da Copel
Na maior empresa de capital misto do Paraná, a OMS realizou projetos e obras civis para modernizar quatro subestações distribuidoras de energia – Mandirituba, Areia Branca dos Assis, Campo do Tenente e Agudos do Sul. Os serviços envolveram:
- Sondagem de solo
- Projetos arquitetônico e estrutural
- Topografia e drenagem
- Hidráulica e esgoto
- Projetos elétricos
- Execução civil completa, incluindo fechamento
Essas obras reforçam a vocação da OMS: a engenharia multifocal que projeta, implanta e mantém sistemas de energia com a visão completa do todo.
Que ações a OMS realizará durante a manutenção preventiva da subestação de energia da sua empresa?
O protocolo de manutenção de subestações da OMS Engenharia segue as recomendações da ANEEL e dos fabricantes dos equipamentos utilizados, o que pode variar de empresa para empresa.
Veja os principais serviços realizados durante as ações preventivas.
Transformador
Para evitar que o transformador – o coração da subestação – cause falhas e riscos de acidentes sérios, são realizados testes como:
- Verificação do aterramento
- Verificação e reaperto de todas as conexões primárias e secundárias
- Limpeza dos isolantes
- Ensaio de resistência de isolamento
- Ensaio de relação de espiras
- Ensaio de resistência ôhmica dos enrolamentos.
Disjuntor Geral de MT
Estes ensaios são realizados para garantir que o disjuntor atue corretamente em falhas e não se torne ele próprio um ponto de risco:
- Medição de resistência ôhmica de contato
- Medição da resistência ôhmica da isolação
- Termografia
- Teste dos acessórios elétricos
- Inspeção visual verificando tricas, isoladores danificados ou condições anormais.
Barramentos
- Limpeza geral
- Reaperto das conexões
Muflas Primárias
- Limpeza
- Verificação das pressões dos terminais
- Termografia
- Verificação da camada condutora, da blindagem eletrostática e aterramento.
Isoladores
- Limpeza geral
- Verificação do estado geral do isolador
- Reaperto dos parafusos de fixação.
Para-Raios
O sistema de SPDA, incluindo para-raios e aterramento, é parte crítica da proteção do sistema elétrico e da própria subestação de energia contra danos causados por descargas atmosféricas.
- Verificação do estado e integridade do aterramento – avaliação da continuidade elétrica e resistência da malha de terra.
- Medição de resistência de aterramento – garantindo que os valores estejam dentro do previsto nas normas e eficientes para dissipação de descargas.
- Inspeção visual dos componentes do SPDA – análise de captores, hastes, descidas e conexões em busca de corrosão, desgaste ou danos.
- Avaliação da condição física dos conectores e eletrodos –verificando oxidação, aperto e continuidade dos condutores.
- Limpeza geral das partes expostas – remoção de sujeira ou detritos que possam comprometer conexões.
Quadro geral de baixa tensão (QGBT)
- Termografia
- Limpeza geral
- Limpeza e reaperto dos barramentos
- Verificação e reaperto dos cabos em disjuntores, chaves, contadores e fusíveis
- Verificação do funcionamento mecânico
- Verificação do sistema de ventilação
- Verificação dos dispositivos de sinalização
- Verificação dos medidores e registradores.
Termografia
- Verificação térmica de todas as fases
- Identificação de equipamentos operando muito abaixo da carga nominal
- Verificação da temperatura máxima admissível dos cabos, réguas de bornes, conectores de alta tensão, cabos isolados, conexões mediante parafusos, conexões e barramentos de baixa tensão, corpo de fusíveis.
Chaves seccionadoras
- Medição de resistência ôhmica da isolação e dos contatos
- Inspeção visual
- Limpeza, revisão e lubrificação
- Verificação de abertura e fechamento
- Limpeza e revisão dos isoladores e microrruptores
- Termografia
- Testagem do sistema de bloqueio e intertravamento
- Reaperto de conexões do cabo de aterramento, conexões gerais e fixação da estrutura.
Aproveite para saber mais sobre a instalação de subestações de energia.
Perguntas frequentes sobre manutenção de subestações de energia
1) Quem é o responsável legal pela manutenção da subestação: a empresa ou a concessionária?
Na maioria dos casos, a responsabilidade pela manutenção da subestação é do próprio consumidor de energia – ou seja, da empresa proprietária da instalação. A concessionária é responsável apenas pela rede de distribuição até o ponto de entrega. A partir dali, incluindo a subestação e os equipamentos internos, cabe à empresa garantir a operação segura, a conformidade com as normas técnicas e a realização das manutenções necessárias. Essa responsabilidade costuma ser verificada em auditorias, fiscalizações e também por seguradoras em caso de sinistros.
2) Com que frequência devo fazer a manutenção da subestação?
Depende do tipo de equipamento, da criticidade da operação e das recomendações dos fabricantes. Em geral, há inspeções anuais para os principais componentes (como transformadores e disjuntores) e verificações periódicas intermediárias. Ambientes críticos ou com alta carga podem exigir intervalos menores e monitoramento contínuo.
3) A manutenção de subestação é obrigatória por norma?
Sim. Além de atender a exigências das concessionárias e da legislação local, é essencial que a manutenção cumpra normas técnicas brasileiras como a NR-10 (segurança em instalações elétricas), a ABNT NBR 14039 (instalações elétricas de média tensão) e outras aplicáveis ao seu caso, garantindo a conformidade legal e a segurança das operações.
4) Quais são os riscos de operar uma subestação sem manutenção adequada?
Os principais riscos incluem paradas não programadas, danos a equipamentos, acidentes elétricos, perda de produção e aumento de custos operacionais. Em casos mais graves, falhas podem resultar em incêndios, explosões ou longos períodos de indisponibilidade de energia. Além disso, seguradoras e auditorias técnicas costumam exigir comprovação de manutenção para cobertura de riscos e continuidade operacional.
5) A OMS atende empresas fora de Curitiba?
A OMS tem forte atuação na Região de Curitiba e atende empresas em um raio ampliado de 100 Km em torno da capital paranaense, especialmente em projetos e contratos de manutenção de subestações para ambientes industriais e corporativos. O escopo e a logística são avaliados conforme a complexidade e a criticidade da operação.
6) Quanto custa a manutenção de uma subestação de energia?
Não existe um valor único. O custo varia conforme nível de tensão, potência instalada, tipo de subestação, quantidade de equipamentos, criticidade da operação e frequência das intervenções. Em geral, manutenção preventiva planejada é significativamente mais barata do que correções emergenciais após falhas.
POR QUE A MANUTENÇÃO DE SUBESTAÇÃO CUSTA MENOS QUE CORRIGIR FALHAS?
Quer entender como estruturar a manutenção da sua subestação com segurança?
Se sua empresa depende de energia contínua ou passou por aumento de carga, modernização ou retrofit, esse é exatamente o momento de revisar o protocolo de manutenção da subestação.
A OMS Engenharia atua há 35 anos com projetos, obras e manutenção de subestações de energia para empresas e indústrias em Curitiba e cidades do entorno, sempre com foco em continuidade operacional, segurança e conformidade técnica.
👉 Conheça como funciona o serviço de manutenção de subestações da OMS e quando ele é indicado para a sua empresa.
Se fizer sentido para o seu cenário, fale com nossos especialistas e solicite uma avaliação técnica para montar um protocolo de manutenção adequado ao seu tipo de operação.
→ Aproveite também para baixar nossos e-books e conhecer melhor o escopo de atuação da OMS como empresa de engenharia multisserviços.
→ Este conteúdo foi revisado por Osmar Costa – engenheiro eletricista e diretor técnico da OMS Engenharia, com ampla experiência em projetos elétricos e obras industriais e corporativas.
