Uma empresa precisa reformar sua sede, mas não pode simplesmente fechar as portas durante semanas ou meses.
As equipes continuam trabalhando. Clientes e fornecedores continuam chegando. Reuniões precisam acontecer. Energia, internet, climatização, sistemas de segurança e outros serviços precisam permanecer disponíveis.
Enquanto isso, paredes podem ser removidas, instalações modificadas, equipes de obra precisam circular e determinadas áreas ficam temporariamente indisponíveis.
Conciliar essas duas realidades exige um planejamento diferente daquele adotado em um imóvel vazio.
Uma reforma corporativa com a empresa em funcionamento precisa considerar simultaneamente as necessidades da obra e da operação. Isso envolve organizar a execução em fases, separar áreas ocupadas e áreas em intervenção, planejar acessos, programar atividades críticas e avaliar antecipadamente como cada etapa poderá afetar pessoas, instalações e sistemas que precisam continuar funcionando.
Esse cuidado se torna ainda mais importante em prédios administrativos, escritórios, agências bancárias, centros de atendimento e outros ambientes nos quais uma interrupção pode afetar diretamente funcionários, clientes e atividades essenciais ao negócio.
Neste artigo, você verá:
- quais são os principais desafios de uma reforma corporativa com a empresa em funcionamento;
- como planejar uma reforma por fases;
- como separar as áreas de obra dos ambientes ocupados;
- quais atividades podem precisar ser executadas fora do horário comercial;
- como planejar intervenções em energia, climatização, dados e outros sistemas essenciais;
- quais engenharias podem estar envolvidas em uma reforma corporativa;
- como reduzir impactos relacionados a ruído, poeira e circulação de equipes;
- como segurança, gestão diária e engenharia integrada ajudam a preservar a continuidade operacional.
Para entender como organizar essa convivência, vale começar pelos impactos que uma reforma pode provocar quando o edifício permanece ocupado durante a execução.
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ToggleQuais são os principais desafios de uma reforma corporativa com a empresa funcionando?
Uma reforma corporativa pode envolver desde mudanças de layout e acabamentos até alterações significativas na infraestrutura do edifício.
Dependendo do escopo, podem ser necessárias intervenções em sistemas elétricos, hidráulicos, climatização, cabeamento estruturado, automação predial, sistemas de segurança e proteção contra incêndio, além das próprias modificações civis.
Quando o imóvel está vazio, existe maior liberdade para organizar essas atividades. Mas em uma empresa funcionando, cada intervenção precisa considerar também o que está acontecendo ao redor dela.
Pessoas e equipes de obra compartilham o mesmo edifício
Funcionários, visitantes, clientes, fornecedores e trabalhadores da obra podem precisar utilizar o mesmo prédio durante diferentes fases da reforma.
Isso exige organizar acessos e fluxos de circulação para evitar que a rotina da empresa se misture desnecessariamente à movimentação de materiais, ferramentas, resíduos e equipes de execução.
Quanto mais clara for essa separação, menor tende a ser a interferência entre as duas operações.
Ruído, poeira e resíduos podem interferir nos ambientes ocupados
Demolições, perfurações, cortes, lixamentos e outras atividades comuns em reformas podem gerar ruído, vibração, poeira e resíduos enquanto funcionários, clientes e visitantes continuam utilizando outras áreas do edifício.
Além do desconforto, essas interferências podem afetar reuniões, atendimento ao público, atividades que exigem concentração e as condições dos ambientes que permanecem ocupados.
Por isso, esses impactos precisam ser considerados desde o planejamento da reforma, especialmente quando obra e operação acontecem simultaneamente no mesmo edifício.
Sistemas essenciais não podem ser interrompidos sem planejamento
Em reformas corporativas, uma alteração aparentemente localizada pode afetar uma infraestrutura muito maior.
Uma alteração de layout corporativo pode exigir novos circuitos elétricos, alterações na iluminação, remanejamento do cabeamento de dados, mudanças nos pontos de climatização e adequações em sistemas de detecção e combate a incêndio (SDAI).
Dependendo da intervenção, pode ser necessário desligar temporariamente algum desses sistemas.
Por isso, o planejamento deve identificar quais instalações são críticas para o funcionamento da empresa, quais podem ser interrompidas durante determinado período e quais precisam permanecer disponíveis durante toda a obra.
Em uma empresa fortemente dependente de sistemas digitais, por exemplo, uma interrupção de rede de dados pode ter impacto operacional muito maior do que a indisponibilidade temporária de determinada área física.
O que pode acontecer quando uma reforma corporativa não é bem planejada?
Problemas de planejamento podem aparecer no canteiro como atrasos ou retrabalhos, mas, em um edifício ocupado, seus efeitos podem alcançar também a rotina da empresa.
Na tabela a seguir, resumimos algumas consequências de falhas recorrentes no planejamento de obras e reformas corporativas:
| Falha de planejamento | Consequência durante a obra | Possível impacto para a empresa |
| Reforma sem faseamento adequado | Muitas áreas ficam indisponíveis ao mesmo tempo | Dificuldade para manter equipes trabalhando |
| Fluxos de obra e usuários não separados | Conflitos de circulação | Impactos sobre segurança e rotina |
| Atividades ruidosas mal programadas | Ruído durante períodos críticos | Reuniões e atendimento prejudicados |
| Controle inadequado de poeira | Partículas alcançam ambientes ocupados | Desconforto e impacto na qualidade do ambiente |
| Intervenções elétricas não programadas | Desligamentos inesperados | Equipamentos e equipes podem ficar parados |
| Alterações no HVAC sem planejamento | Climatização ou ventilação prejudicadas | Áreas podem ficar temporariamente inadequadas para ocupação |
| Redes de dados afetadas | Perda de conectividade | Interrupção de atividades dependentes dos sistemas |
| Projetos incompatíveis | Alterações durante a execução | Retrabalho, atraso e aumento de custos |
| Comunicação insuficiente | Usuários desconhecem mudanças de acesso ou intervenções | Conflitos entre obra e rotina da empresa |
Por isso, o planejamento de uma reforma em prédio administrativo, centro de atendimento ou comércio ocupado deve considerar não apenas a sequência tecnicamente adequada para executar a obra, mas também as condições necessárias para que a empresa continue funcionando durante cada fase.
Como realizar uma reforma corporativa sem interromper a operação?
Não existe uma única estratégia aplicável a todas as empresas.
Um escritório administrativo apresenta necessidades diferentes de uma agência bancária, um centro de atendimento ou uma edificação com áreas críticas.
O número de usuários, os horários de funcionamento e a infraestrutura existente também alteram significativamente o planejamento. Algumas etapas, porém, ajudam a tornar a execução mais previsível. Entre elas:
1. Entender como a empresa funciona antes de planejar a obra
Antes de definir o cronograma, é necessário conhecer a rotina do ambiente que será reformado. Isso inclui mapear:
- horários de funcionamento;
- quantidade e distribuição dos usuários;
- áreas de maior circulação;
- setores que não podem ficar indisponíveis;
- períodos de maior movimento;
- atividades de atendimento ao público;
- sistemas essenciais;
- acessos e restrições logísticas.
Essas informações ajudam a definir quais áreas podem ser liberadas para a obra em cada momento e quais atividades precisam ser programadas em horários específicos.
O cronograma da reforma passa, assim, a ser desenvolvido em diálogo com o funcionamento real da empresa.
2. Levantar as condições da infraestrutura existente
Projetos antigos nem sempre refletem todas as alterações realizadas em um edifício ao longo dos anos.
Antes de reformar, é importante conhecer a condição real das instalações que serão modificadas.
Dependendo do escopo, esse levantamento pode envolver estrutura civil, instalações elétricas, hidráulica, climatização, automação, cabeamento estruturado, sistemas de segurança e proteção contra incêndio.
Quanto melhor for a informação disponível antes da execução, menor a possibilidade de descobrir no canteiro uma infraestrutura diferente daquela considerada no projeto.
3. Desenvolver e compatibilizar os projetos
Uma mudança de layout raramente afeta apenas paredes e acabamentos.
Ao deslocar uma sala, por exemplo, podem ser alterados pontos elétricos, iluminação, rede de dados, climatização, sprinklers, detectores, controle de acesso e outras instalações.
Por isso, os projetos das diferentes disciplinas precisam ser analisados conjuntamente.
A compatibilização permite identificar interferências antes da execução e ajuda a organizar a sequência das atividades.
Isso reduz a possibilidade de uma equipe concluir determinada instalação para que outra precise desmontá-la posteriormente porque sua própria infraestrutura não havia sido considerada.
4. Dividir a reforma em fases
O faseamento é uma das principais estratégias para realizar uma reforma mantendo parte ou toda a empresa em funcionamento.
Em vez de liberar todo o edifício simultaneamente para a obra, a intervenção pode ser organizada por setores, pavimentos, ambientes ou sistemas, conforme as características do empreendimento.
Cada fase deve ter execução, testes e liberação planejados antes do avanço para a etapa seguinte.
Reforma corporativa por fases: como funciona na prática para garantir continuidade operacional?
O modelo de faseamento depende da configuração física do edifício e das necessidades da operação. Entre as principais estratégias que costumam ser utilizadas estão:
Reforma sequencial por setores
A obra é dividida em áreas independentes.
Enquanto um setor é reformado, os demais continuam funcionando. Depois da conclusão, os usuários podem retornar ou ser transferidos para a nova área, liberando o próximo setor.
Esse modelo pode ser útil quando o edifício permite uma boa separação física entre os ambientes.
Reforma por pavimentos
Em prédios corporativos maiores, como sedes administrativas, a intervenção pode ser organizada por andares.
Isso facilita a segregação da obra, mas ainda exige atenção às infraestruturas compartilhadas entre pavimentos, como elevadores, prumadas, climatização, sistemas elétricos e redes de proteção contra incêndio.
Reforma por sistemas
Algumas intervenções precisam percorrer diferentes áreas do edifício.
É o caso, por exemplo, da modernização de determinadas instalações elétricas, redes de dados e cabeamento estruturado, sistemas de climatização (HVAC) ou automação.
Nesses casos, o faseamento pode acompanhar o próprio sistema, com intervenções programadas em diferentes pontos do edifício.
Os modelos também podem ser combinados. Uma reforma pode avançar fisicamente por pavimentos enquanto determinadas adequações de infraestrutura são executadas em janelas específicas para atender várias áreas.
Como separar a obra das áreas que continuam funcionando durante uma reforma corporativa?
A segregação precisa ser planejada de acordo com o tipo e a intensidade das intervenções.
Em determinados projetos, pode ser necessário definir entradas específicas para a obra, horários para movimentação de materiais, rotas protegidas, elevadores determinados para cada finalidade e áreas próprias para armazenamento.
Entre as medidas que podem ser adotadas estão:
- barreiras físicas entre obra e áreas ocupadas;
- acessos específicos para trabalhadores;
- rotas determinadas para entrada de materiais;
- planejamento do uso de elevadores;
- sinalização das áreas em intervenção;
- locais definidos para armazenamento;
- horários programados para retirada de resíduos;
- proteção de ambientes e equipamentos próximos à obra.
Essa organização também contribui para controlar a dispersão de poeira e outros contaminantes. A EPA recomenda, em reformas de edifícios ocupados, medidas como isolamento das áreas em intervenção, controle das fontes de poluentes, limpeza e programação de determinadas atividades para períodos de menor ocupação.
O cuidado é especialmente importante quando sistemas de climatização atendem simultaneamente áreas em obra e ambientes ocupados.
Como planejar intervenções nos sistemas essenciais da empresa?
Energia, dados, climatização, segurança e proteção contra incêndio são exemplos de sistemas que podem precisar permanecer disponíveis mesmo durante uma reforma corporativa.
O primeiro passo é identificar quais deles são críticos para a operação.
Depois, cada intervenção deve ser planejada considerando:
- quais áreas serão afetadas;
- qual será a duração estimada;
- em que horário poderá ocorrer;
- quais equipes precisam participar;
- se existe necessidade de infraestrutura provisória;
- quais testes serão realizados antes da liberação;
- como será feita a comunicação aos usuários.
Uma intervenção elétrica, por exemplo, pode ser programada fora do expediente e, quando tecnicamente aplicável, utilizar soluções temporárias para manter determinados sistemas essenciais alimentados.
Da mesma forma, a migração de redes de dados pode exigir redundância ou uma transição por etapas para evitar que setores inteiros fiquem sem conectividade.
O mesmo raciocínio se aplica a climatização, automação predial, controle de acesso e outros sistemas cuja indisponibilidade possa interferir diretamente no funcionamento da empresa.
Veja também algumas estratégias utilizadas em retrofits corporativos “a quente”, planejados para reduzir interrupções e interferências na operação:
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Lidando com ruído, poeira e qualidade do ambiente durante a reforma
Uma empresa pode continuar tecnicamente aberta e, ainda assim, ter sua rotina seriamente prejudicada se as condições do ambiente se tornarem inadequadas para o trabalho.
Por isso, ruído, poeira, odores e qualidade do ar devem fazer parte do planejamento de qualquer reforma corporativa.
Ruído
Demolições, perfurações, cortes e outras atividades fazem parte de muitas reformas e podem ser incompatíveis com reuniões, atendimento ao público ou atividades que exigem concentração.
Nem sempre é possível eliminar completamente esses impactos.
O planejamento permite identificar antecipadamente as atividades mais ruidosas, programá-las em períodos de menor ocupação, finais de semana ou fora do expediente quando necessário e comunicar previamente as áreas afetadas.
Assim, é possível evitar, por exemplo, que uma demolição seja programada ao lado de uma sala que terá uma reunião importante naquele mesmo período.
Poeira
As áreas em intervenção devem ser segregadas de acordo com as características da obra.
Barreiras adequadas, procedimentos de limpeza, organização da retirada de resíduos e atenção aos sistemas de climatização e ventilação ajudam a reduzir a dispersão de partículas geradas na obra alcancem ambientes que continuam sendo utilizados.
Esse cuidado é reconhecido também em referências internacionais para reformas de edifícios ocupados.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), por exemplo, recomenda o isolamento das áreas em reforma em relação aos demais espaços e aos sistemas de HVAC, além da programação de determinadas atividades para períodos em que os ocupantes não estejam no edifício, sempre que possível.
A geração de poeira durante uma reforma comercial também pode ser minimizada com a utilização de ferramentas e equipamentos específicos, como lixadeiras orbitais que recolhem o pó ao mesmo tempo em que lixam superfícies de marcenaria ou paredes.
Climatização e qualidade do ar
Sistemas de HVAC merecem atenção especial porque podem criar caminhos entre diferentes áreas do edifício.
Quando uma obra produz grande quantidade de poeira ou outros contaminantes, é necessário avaliar como impedir sua propagação para os ambientes ocupados.
A EPA recomenda que a área de reforma seja adequadamente isolada dos demais espaços e dos sistemas de climatização quando necessário.
A instituição também ressalta que qualidade do ar em edifícios corporativos está relacionada, entre outros fatores, ao controle das fontes de poluentes e à operação adequada dos sistemas de ventilação.
Materiais e odores
Tintas, adesivos, revestimentos e outros produtos utilizados na reforma também podem gerar odores ou compostos que interferem no conforto dos ocupantes.
A escolha dos materiais, o planejamento da aplicação e a ventilação adequada devem ser considerados de acordo com as características de cada intervenção.
Segurança e gestão diária em reformas também fazem parte da continuidade operacional
Em uma reforma com o edifício ocupado, a segurança não se limita às pessoas diretamente envolvidas na obra.
Funcionários, clientes e visitantes também podem estar próximos das áreas em intervenção.
Por isso, circulação, isolamento, sinalização, movimentação de materiais e atividades de maior risco precisam ser controlados ao longo de toda a execução.
O treinamento das equipes que atuam na reforma corporativa tem papel importante nesse processo.
Conforme as atividades realizadas, os profissionais precisam estar capacitados para os riscos e requisitos aplicáveis, incluindo, por exemplo, treinamentos relacionados à NR-10 e SEP para serviços envolvendo eletricidade e Sistema Elétrico de Potência, além da NR-35 para trabalhos em altura.
A própria NR-18, que estabelece diretrizes de segurança e saúde na indústria da construção, permanece como uma referência central para o planejamento e a organização das atividades de obra e teve sua última modificação publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em maio de 2026.
Além dos treinamentos, a gestão cotidiana do canteiro permite acompanhar o que está acontecendo em cada frente de trabalho.
Reuniões de Gestão Diária (GDs), por exemplo, ajudam as equipes em campo a alinhar atividades, restrições, prioridades, interferências e riscos antes que eles repercutam sobre a obra ou sobre a operação do cliente.
Em uma obra corporativa ocupada, essa gestão também ajuda a coordenar mudanças de acesso, atividades ruidosas, desligamentos e outras intervenções que precisam ser comunicadas e executadas em horários previamente definidos.
A segurança, portanto, está diretamente relacionada à previsibilidade e à qualidade final da obra.
Por que a comunicação ajuda a reduzir impactos durante a reforma?
Mesmo uma intervenção bem planejada pode gerar problemas quando as pessoas afetadas não sabem o que acontecerá.
Uma mudança temporária de acesso, por exemplo, precisa ser informada antes de entrar em vigor. O mesmo vale para atividades ruidosas, interdição de ambientes, movimentação de materiais e interrupções programadas de sistemas.
Uma rotina de comunicação pode informar:
- qual área será afetada;
- quando a intervenção começará;
- quanto tempo deverá durar;
- quais acessos estarão disponíveis;
- quais sistemas poderão ser temporariamente interrompidos;
- quando o espaço será novamente liberado.
Essa comunicação precisa envolver tanto a gestão da obra quanto os responsáveis do cliente pela operação do edifício.
Quais engenharias podem estar envolvidas em uma reforma corporativa?
O conjunto de especialidades varia conforme o escopo. Uma reforma simples de ambientes pode exigir poucas disciplinas, enquanto uma modernização mais ampla de um edifício costuma envolver várias engenharias simultaneamente, como mostra o quadro abaixo:
| Disciplina | Possíveis intervenções | Cuidados durante a operação |
| Civil e estrutural | Layout, divisórias, pisos, forros, estruturas e acabamentos | Faseamento, isolamento e circulação |
| Elétrica | Quadros, circuitos, iluminação e alimentação de equipamentos | Programação de desligamentos e soluções provisórias quando aplicáveis |
| Climatização/HVAC | Ar-condicionado, ventilação e distribuição | Manutenção das condições necessárias nas áreas ocupadas |
| Hidráulica | Água, esgoto e instalações sanitárias | Intervenções por setores e programação de interrupções |
| Automação | Controle predial e sistemas integrados | Migração e testes por etapas |
| Dados e telecomunicações | Cabeamento estruturado e redes | Migração planejada e redundância quando necessária |
| Segurança contra incêndio | Detecção, alarme, combate e rotas de emergência | Manutenção das condições de segurança em todas as fases |
| SPDA e aterramento | Adequações relacionadas às alterações realizadas | Avaliação da necessidade de modificações no sistema existente |
Em muitos casos, o desafio não está apenas em executar corretamente cada disciplina, mas em coordenar a ordem em que todas elas precisam trabalhar e evitar incompatibilidades entre elas.
Um forro, por exemplo, pode concentrar climatização, eletrocalhas, cabeamento, iluminação, sprinklers e detectores.
Se essas instalações não forem compatibilizadas e sequenciadas corretamente, os conflitos tendem a aparecer durante a execução, muitas vezes na forma de atrasos e retrabalhos que afetam prazo, custo e qualidade.
Quando a engenharia integrada é especialmente importante em reformas corporativas?
A integração entre diferentes disciplinas ganha maior importância quando a reforma:
- acontece com a empresa em funcionamento;
- envolve diversas engenharias simultaneamente;
- interfere em sistemas essenciais;
- possui áreas críticas;
- exige execução por fases;
- tem janelas restritas para desligamentos;
- envolve grande circulação de funcionários ou público;
- precisa manter sistemas de dados, climatização ou energia disponíveis;
- possui prazo rígido para entrega de cada etapa.
Nesses cenários, decisões tomadas por uma disciplina podem repercutir diretamente nas demais.
Uma alteração de layout pode exigir modificações na elétrica, na climatização, nos dados e nos sistemas de segurança. A execução civil precisa considerar quando essas instalações estarão prontas. E o cronograma de todas elas precisa respeitar as áreas que permanecem ocupadas.
Quanto maior essa interdependência, mais importante se torna coordenar projeto, planejamento e execução como partes do mesmo empreendimento.
Como a engenharia multifocal integra diferentes disciplinas em reformas corporativas?
Uma reforma corporativa pode parecer, inicialmente, uma intervenção predominantemente civil. Mas alterações físicas frequentemente alcançam várias infraestruturas do edifício.
Atrás das paredes, sob os pisos e acima dos forros estão sistemas elétricos, redes de dados, tubulações, climatização, automação e equipamentos de segurança.
Por isso, uma alteração aparentemente simples pode envolver várias especialidades.
A abordagem de engenharia multifocal permite coordenar essas disciplinas desde as etapas de projeto e planejamento.
Essa integração contribui para:
- compatibilizar projetos;
- reduzir interferências entre instalações;
- organizar a sequência das equipes;
- planejar intervenções em sistemas existentes;
- coordenar desligamentos e janelas operacionais;
- reduzir interfaces entre diferentes fornecedores;
- acompanhar o cronograma de forma integrada.
Em uma reforma com a empresa funcionando, essa visão sistêmica também permite analisar cada decisão considerando seu impacto sobre a operação existente.
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Reforma corporativa em ambientes críticos exige cuidados adicionais
Nem todos os ambientes de uma empresa possuem a mesma tolerância a interrupções.
Áreas de tecnologia, centros de controle, instalações financeiras, salas técnicas e outros espaços essenciais podem exigir estratégias específicas para que uma obra ou reforma aconteça sem comprometer sistemas críticos.
Nesses casos, além de execução por etapas e isolamento das áreas, o planejamento pode incluir soluções de redundância, janelas de intervenção e testes antes da entrada em operação.
Também é necessário identificar previamente quais sistemas precisam permanecer disponíveis durante cada etapa e quais intervenções exigem medidas específicas para preservar a continuidade operacional.
Um exemplo dessa complexidade está no COGT Copel, em Curitiba, centro responsável pelo controle da geração e transmissão de energia elétrica no Paraná.
A OMS Engenharia executou uma obra corporativa multifocal que incluiu uma sala de missão crítica, em um ambiente no qual continuidade, segurança e disponibilidade dos sistemas eram requisitos essenciais.
O escopo reuniu diferentes disciplinas e infraestruturas, incluindo:
- engenharia civil;
- infraestrutura hidráulica;
- instalações elétricas em baixa e média tensão;
- projeto de redundância envolvendo UPS, geradores e subestação;
- cabeamento estruturado;
- climatização de precisão;
- sistemas destinados a atender às condições de disponibilidade exigidas pelo centro.
Esse tipo de empreendimento mostra por que obras corporativas em áreas críticas precisam ser planejadas considerando não apenas a execução física, mas também as dependências entre infraestrutura, sistemas essenciais e operação.
OBRAS CORPORATIVAS COM ÁREAS CRÍTICAS: cuidados essenciais para segurança e continuidade
Uma estratégia adequada para um escritório convencional pode não ser suficiente para uma instalação em que a indisponibilidade de determinados sistemas represente impacto significativo para a operação.
Experiência em reformas e obras corporativas: engenharia multifocal na prática
Cada reforma corporativa apresenta condições diferentes. O tipo de edifício, a infraestrutura existente, a quantidade de disciplinas envolvidas, o nível de ocupação e as atividades desenvolvidas no local interferem diretamente na forma de planejar e executar a obra.
Ao longo de sua atuação, a OMS Engenharia desenvolveu projetos, reformas e obras corporativas com diferentes níveis de complexidade, reunindo especialidades de engenharia conforme as necessidades de cada empreendimento.
Entre os projetos realizados estão reformas completas de ambientes de atendimento, prédios administrativos e empreendimentos que exigiram a integração de diversas frentes de trabalho. Confira alguns exemplos:
Remodelação completa do Centro de Atendimento Copel
No bairro Santa Quitéria, em Curitiba, a OMS foi responsável pela reforma total do edifício e pela implantação do novo Centro de Atendimento da Copel.
O trabalho partiu da demolição das estruturas anteriores e reuniu diferentes serviços necessários à remodelação completa do espaço, incluindo:
- instalação de drywall, forro mineral e piso elevado;
- instalações elétricas e infraestrutura lógica;
- climatização/HVAC e hidráulica;
- marcenaria e serralheria;
- fachada em ACM e comunicação visual;
- portas automatizadas;
- SDAI;
- revestimentos;
- paisagismo interno e externo;
- iluminação externa e pavimentação.
A diversidade do escopo mostra como uma reforma corporativa pode envolver várias disciplinas atuando sobre o mesmo ambiente e reforça a importância de coordenar essas interfaces desde o planejamento até a execução.
Reforma multisserviços de cinco andares na Fundação Copel
Outro exemplo da atuação da OMS é a reforma multisserviços realizada em cinco andares da Fundação Copel.
O case envolve justamente um dos cenários característicos das reformas de prédios administrativos: diferentes serviços e especialidades precisam ser coordenados dentro de uma mesma intervenção, considerando a infraestrutura existente e as necessidades de modernização do edifício. O projeto também integra o histórico da OMS em retrofit, reaproveitamento e modernização de infraestrutura corporativa.
REFORMA DE PRÉDIOS ADMINISTRATIVOS EM CURITIBA: conheça o case Fundação Copel e saiba como ter sucesso na remodelação da sua empresa
Reformas multifocais para o Banco do Brasil
A OMS também possui experiência em reformas multifocais realizadas para o Banco do Brasil, com atuação integrada desde o projeto até a entrega da obra.
Esse tipo de empreendimento evidencia uma característica importante das reformas corporativas: civil, elétrica e demais especialidades não funcionam como intervenções isoladas.
Alterações realizadas por uma frente podem interferir diretamente no trabalho das demais, exigindo compatibilização, planejamento e coordenação da execução.
A integração dessas disciplinas reduz o número de interfaces que precisam ser administradas pelo cliente e permite conduzir o empreendimento com uma visão mais ampla sobre escopo, cronograma e execução.
Esses projetos também mostram que não existe uma solução única para manter a continuidade operacional durante uma reforma. O planejamento precisa considerar o tipo de ambiente, a infraestrutura existente, os riscos de cada intervenção e as normas aplicáveis às atividades que serão executadas.
Conte com a OMS Engenharia para reformas e obras corporativas
A OMS Engenharia é uma empresa de engenharia multifocal que atua no desenvolvimento de projetos e na execução de obras corporativas e industriais complexas.
Com mais de 35 anos de experiência, integra diferentes disciplinas de engenharia para coordenar interfaces, compatibilizar projetos e planejar a execução considerando tanto as necessidades da obra quanto as condições de funcionamento do cliente.
Em reformas corporativas, essa atuação pode reunir engenharia civil, elétrica, automação, infraestrutura, sistemas de proteção e outras especialidades necessárias a cada empreendimento.
A OMS conta com equipe própria, profissionais capacitados e gestão diária das atividades em campo, contribuindo para maior segurança, previsibilidade e controle da execução.
Essa experiência inclui prédios administrativos, centros de atendimento, agências bancárias e ambientes com diferentes níveis de criticidade, incluindo projetos que exigem execução faseada e cuidados específicos com a continuidade operacional.
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FAQ - Perguntas frequentes sobre reforma
É possível fazer uma reforma corporativa sem interromper o funcionamento da empresa?
Em muitos casos, sim. A reforma pode ser organizada em fases, com segregação das áreas de obra e programação das atividades de maior impacto para horários específicos. Algumas intervenções, porém, podem exigir interrupções temporárias de determinados sistemas. Nesses casos, o objetivo é planejá-las previamente para reduzir duração, riscos e impactos sobre a operação.
Como funciona uma reforma corporativa por fases?
O edifício é dividido em setores, pavimentos ou etapas de intervenção. Enquanto uma área é reformada, as demais permanecem em funcionamento. Após testes e liberação da primeira etapa, a obra pode avançar para o setor seguinte. O modelo exato depende do layout, da infraestrutura e das necessidades operacionais da empresa.
Quais atividades podem ser realizadas fora do horário comercial?
Atividades com alto nível de ruído, movimentação intensa de materiais, determinados desligamentos e outras intervenções incompatíveis com a rotina da empresa podem ser programadas para noites, finais de semana ou outros períodos de menor ocupação, conforme as condições do empreendimento.
Como reduzir poeira e ruído durante uma reforma com o edifício ocupado?
O controle pode envolver segregação física das áreas, planejamento da retirada de resíduos, proteção dos ambientes próximos, atenção ao sistema de climatização e programação das atividades mais ruidosas para horários adequados. As medidas devem ser definidas de acordo com o tipo de intervenção e as características do edifício.
Como planejar desligamentos elétricos durante uma reforma?
Os sistemas e áreas afetados precisam ser identificados previamente. A partir disso, a equipe pode definir a janela mais adequada para a intervenção, comunicar os usuários, preparar a execução e avaliar, quando tecnicamente necessário e aplicável, soluções provisórias para manter cargas essenciais.
Quais engenharias podem participar de uma reforma corporativa?
Dependendo do escopo, podem participar engenharia civil e estrutural, elétrica, hidráulica, climatização, automação, telecomunicações, segurança contra incêndio, SPDA e outras especialidades.
Quais normas devem ser consideradas em uma reforma corporativa?
As normas e requisitos dependem do escopo da obra e das instalações modificadas.
Entre as referências que podem ser aplicáveis estão a ABNT NBR 16280, relativa à gestão de reformas em edificações; a NR-10, para segurança em instalações e serviços em eletricidade; a NR-18, relacionada à segurança e saúde na indústria da construção; a NR-35, para trabalho em altura; a ABNT NBR 5410, para instalações elétricas de baixa tensão; e a ABNT NBR 9050, relacionada à acessibilidade.
Também devem ser considerados requisitos de segurança contra incêndio, legislação local e outras normas específicas relacionadas às instalações modificadas.
A definição precisa das normas aplicáveis deve ser realizada conforme as características de cada empreendimento.
Qual é a diferença entre reforma corporativa e retrofit corporativo?
A reforma corporativa pode envolver mudanças de layout, acabamentos, adequações de instalações ou reconfiguração dos ambientes. O retrofit normalmente possui um escopo de modernização mais amplo, voltado à atualização de sistemas, infraestrutura ou desempenho de uma edificação existente.
Na prática, os escopos podem se sobrepor. Uma reforma mais extensa pode incluir retrofit de instalações elétricas, climatização, automação ou outros sistemas.